O jantar promovido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (25), em São Paulo, reuniu cerca de 600 convidados, entre ministros, autoridades e representantes de peso do setor produtivo.
Apesar da presença de grandes empresários e executivos, o encontro foi marcado por discursos protocolares, elogios mútuos e poucas propostas concretas para a economia.
Segundo um dos participantes ouvidos pela CNN Brasil, os convidados foram ao evento mais para ouvir o presidente do que para participar de uma discussão sobre os rumos da economia. A expectativa de anúncios ou encaminhamentos concretos já era baixa.
Durante o jantar, em que foram servidos salada e picadinho com macarrão, os discursos têm sido curtos, com intervenções de aproximadamente cinco minutos. A avaliação da fonte é de que o formato do encontro, com centenas de convidados, não favorece um debate aprofundado sobre os desafios econômicos do país.
A redução dos juros aparece como o principal ponto de convergência entre representantes do governo e do setor privado, mas sem propostas concretas apresentadas até aquele momento.
Entre os presentes estão o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), além dos presidentes da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil, do Itaú e da Vale, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, e representantes de dezenas de outras companhias.
Discurso de Lula tem críticas aos Bolsonaro e elogios a empresário
Em seu discurso, Lula fez referências à mãe, dona Lindu, e elogiou o empresário Joesley Batista, a quem chamou de “empresário corajoso”, segundo o participante.
O presidente também fez críticas à família Bolsonaro. Lula afirmou que os presentes poderiam não gostar dele, mas que Flávio Bolsonaro (PL) não representaria uma alternativa, utilizando a expressão “barbárie”.
O discurso teve forte componente político, sem apresentar novas propostas econômicas.
Fernando Haddad (PT) está presente, mas não ocupa lugar na mesa principal, onde está o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Marina Silva e Simone Tebet também estão fora da mesa principal.
Até o momento do relato, porém, a convergência em torno da necessidade de redução dos juros não se traduziu em encaminhamentos concretos.

