Redação Tribuna do Norte
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22h44


A Prefeitura do Natal deu início a uma nova fase de intervenções na infraestrutura da capital com as obras de recuperação asfáltica e modernização na Avenida Jerônimo Câmara, na última quinta-feira (2). O projeto prevê o recapeamento completo de 2,25 quilômetros da via, além da implantação de uma nova sinalização horizontal e vertical. Trata-se de obras suplementares no mesmo trecho das intervenções da Copa do Mundo de 2014. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), o prazo estimado para a execução dos serviços é de 120 dias.
De acordo com a Seinfra, a intervenção na estrutura de drenagem ao longo da via foi realizada em 2020 para ajustes no sistema de macrodrenagem, que consiste em solucionar os alagamentos de toda a região dos bairros das zonas Sul e Oeste. “O projeto de reestruturação contempla o recapeamento asfáltico da via e o reforço da iluminação pública, proporcionando mais segurança e melhores condições de mobilidade para a população”, afirma à TRIBUNA DO NORTE.
Segundo a pasta, a Prefeitura de Natal estuda a execução de novas obras de requalificação em importantes corredores viários da cidade. “As intervenções são definidas de acordo com critérios técnicos, considerando as condições das vias, o fluxo de veículos e as demandas de mobilidade urbana, com o objetivo de ampliar a segurança viária e melhorar a infraestrutura da região”, conclui.
Para viabilizar o andamento dos trabalhos e mitigar os impactos no tráfego nos próximos meses, foram programados desvios temporários. Durante a execução dos serviços, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) ficará responsável pela sinalização da área. A orientação expressa do órgão é que os motoristas utilizem rotas alternativas sempre que possível, reduzindo o fluxo de veículos e garantindo a segurança dos operários.
Contudo, para os comerciantes e moradores da localidade que diariamente lidam com a poeira e os buracos, o clima é um misto de frustração e esperança. É o caso de Bruno Pessoa, 40, sócio-proprietário de um restaurante popular na região, que há 14 anos enfrenta dificuldades na mobilidade urbana do local. Conforme o gestor explica, os empreendedores percebem uma limitação de acesso para os clientes de outras regiões, sendo assim, o público fica limitado. “Acompanhamos desde o início da obra até o seu abandono. E de lá pra cá a gente só tem visto transtornos. Além da insegurança, da escuridão, da falta de mobilidade no trânsito, a gente se sente prejudicado de forma direta por ser uma via de grande acesso para nossa região, e a gente fica limitado aos clientes da própria região”, destaca.
Além disso, Bruno Pessoa reitera que, enquanto morador e empreendedor, a obra atrelada ao Mundial e parada ao longo dos anos traz danos estruturais que vão além dos negócios. “A gente está falando de poeira, destroços, restos de material, acúmulo de lixo, talvez até trazendo doenças mesmo, enfim, então nada que agrada ou favoreça o nosso bairro e a nossa região, então realmente só nos prejudica”, pontua.
Apesar do desgaste vivenciado diariamente por quem empreende e mora na região, o gestor pontua que os comerciantes estão esperançosos com as novas obras realizadas no local. “Agora sim a gente vê lá na frente uma possível melhoria de vias de acesso, e consequentemente benefícios para o nosso comércio, para nossa moradia e para nossa região, então a expectativa é altíssima”, pontua.
Impacto na rotina de trabalho e comércio
Rafael Pereira, de 21 anos, também mora no entorno da obra e trabalha como vistoriador de veículos na região. Ele pontua que a conclusão das obras suplementares vai melhorar tudo em relação ao trabalho dos comerciantes e também à sua moradia. “Infelizmente, a gente não tem um bom trânsito aqui na frente da nossa loja, há muitos acidentes, devido ao desvio, e a obra vai melhorar completamente tudo, inclusive nessa época de chuva”, afirma.
Conforme o profissional explica, a mobilidade é um diferencial na localidade. “É ruim ‘pra’ entrar, é ruim pra estacionar. Tem uns ‘destroços’ ali na frente. E é complicado porque a gente tem muitas lojas aqui também que são prejudicadas com isso”, conclui.

