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O RN não pode esperar

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Redação Tribuna do Norte




00h08

Lahyre Rosado Neto
Secretário de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio Grande do Norte

Quem já ocupou cargos públicos sabe que o relógio do Estado não bate no mesmo ritmo da urgência de quem quer fazer acontecer. O desafio é não deixar esse ritmo virar desculpa. Completo um mês na SEDEC com muito trabalho para dar celeridade e enfrentar as barreiras, não as contornar. Assumimos projetos importantes construídos sob a liderança da governadora Fátima Bezerra, que exigem acompanhamento atento agora.

O RN está diante de uma convergência rara: energia renovável, infraestrutura de dados chegando em velocidade acelerada, potencial mineral inexplorado e uma pecuária prestes a dar um salto significativo. Quatro vetores ao mesmo tempo, no mesmo estado. Essa janela não espera.

Na frente da energia: o Porto-Indústria Verde de Caiçara do Norte avança com contrato assinado com o BNDES, projetando R$ 11 bilhões em investimentos totais, do acesso viário ao porto em si; a planta de Hidrogênio Verde de Areia Branca, com licença prévia emitida, apresentada na Feira de Hannover, com R$ 12 bilhões previstos. Estive no II Fórum UE–Brasil e ficou claro que o apetite europeu por energia limpa com escala real é enorme. O RN tem o que oferecer.

Na frente de dados: o estado caminha para receber um supercomputador federal no PAX, de Macaíba, com R$ 1,8 bilhão em investimentos, e dois pontos de conexão de cabos submarinos internacionais. Infraestrutura de dados é o novo petróleo e o Rio Grande do Norte precisa estar nesse mapa.
Novas fronteiras se abrem: a mineração no Seridó e na Borborema Potiguar tem potencial para mudar o perfil do estado. O porto de Natal, habilitado para embarque de animais vivos, pode chegar a cerca de R$ 1 bilhão em exportações anuais com 150 mil cabeças por ano.

Na economia do presente, zelamos pelo que já está andando: o Proedi beneficia mais de 370 empresas e 62 mil empregos; vamos entregar o Complexo Empresarial de Mossoró; expandimos o Costura+RN e a economia criativa; o RN+Exportação já alcança quase 80 empresas, com meta de 100 até dezembro.

Na logística, o Porto de Natal passa por reformas, o estado recuperou mais de 2.000 km de estradas e o Governo Federal está duplicando a BR-304. O Governo enviou à Assembleia o novo Código Estadual de Meio Ambiente contemplando licenças simplificadas, regularização de empreendimentos e, pela primeira vez, políticas formais para mudanças climáticas.

Não seria honesto dizer que tudo caminha no ritmo ideal. Há decisões fora do nosso alcance. Isso é a realidade de governar com transparência. Um mês é pouco, mas suficiente para mostrar direção. Nova economia, energias renováveis, pecuária, mineração, IA e indústria 4.0, tudo convergindo no mesmo estado, no mesmo momento. O trabalho agora é converter essas oportunidades em empregos, renda e futuro para os potiguares. O RN não pode esperar. E não vai.

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