Redação Tribuna do Norte
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Os principais partidos já lançaram candidatos para a eleição de 2026. Cumpridas as exigências legais até 15 de agosto, a propaganda nas ruas e na internet inicia-se no dia seguinte. O horário gratuito no rádio e na televisão começa em 28 de agosto. Os candidatos se assanham. Vão às ruas. Cada qual com seu estilo e trunfos na mão — promessas, carisma, estratégias digitais e equipes de campanha.
Experiencia política
A experiência do editor da coluna, que vive política há muitos anos, conclui não existir o “já ganhou” na largada. Todos são japoneses. Bastam um deslize, declaração mal colocada, imagem negativa, mudam totalmente o cenário. Acontece o contrário, certos candidatos são beneficiados com declarações impactantes, propostas inovadoras e estratégias de comunicação eficazes.
Há exemplos para as duas hipóteses. A eleição presidencial dos EUA em 1960 demonstrou importância nos debates televisivos. A percepção dos eleitores atribuiu vantagem a Kennedy. Nixon pareceu abatido, por ter sido à época recém-hospitalizado. Em 2008, a mensagem de esperança e mudança de Obama, simbolizada pelo slogan “Yes We Can” (nós podemos) foi decisiva em sua campanha. Abordou questões de saúde, economia e direitos civis, propondo visão inclusiva dos mais pobres.
Exemplo de “azarão” foi Jimmy Carter. Em 1976 era governador da Georgia, desconhecido no cenário nacional dos Estados Unidos. Ele transformou o próprio desconhecimento em estratégia. Iniciava os seus discursos com uma frase simples e direta: “Meu nome é Jimmy Carter e estou concorrendo à presidência”. Ganhou a eleição de Gerald Ford, vice-presidente da República.
Exemplos no Brasil
No Brasil, em1994, Luiz Inácio Lula da Silva liderava com folga as pesquisas presidenciais, com índices superiores a 40% das intenções de voto. Fernando Henrique Cardoso, então ministro da Fazenda, figurava com tímidos dígitos únicos. O lançamento do Plano Real alterou o poder de compra da população da noite para o dia e ofereceu solução palpável para a maior dor do eleitor: a hiperinflação. FHC venceu no primeiro turno.
Em 2016, João Doria, candidato a prefeito de SP, começou a campanha com cerca de 3% das intenções de voto. Enfrentava desconfiança dentro do seu próprio partido. Doria assimilou o sentimento de antipolítica que emergia no país. Adotou o posicionamento do “gestor, não político” e utilizou redes sociais. Teve vitória inédita no primeiro turno.
A história política mostra que a linha de partida nunca define a linha de chegada. O pleito permanece em aberto até o último voto. Afinal, a dinâmica das urnas prova que a única certeza é a incerteza, confirmando que favoritos podem cair, enquanto azarões sempre têm a chance de subir. Todo cuidado é pouco.
Curtinhas
Filme
Chopin, Uma Sonata em Paris- PRIME VÍDEO – Drama biográfico que retrata o compositor aos 25 anos em Paris, ao mesmo tempo em que enfrenta o avanço de uma doença grave.
Frase
“Quem se apega, perde. Quem não se apega, possui” – Lao-Tse, filósofo chinês.
Da Graça e Gorete
“O Grande Livro de Mesas do Brasil”, de Francisco Campelo traz páginas dedicadas às potiguares Maria da Graça Ferreira de Souza Viveiros (Da Graça) e Gorete Tito. Elas atuaram como embaixadoras do lançamento no Rio Grande do Norte, que foi um sucesso.
Aposta em Caiado
Cientista político Antonio Lavareda acredita que a “sequência de más notícias” para o senador Flávio Bolsonaro pode fazer com que o eleitor de direita migre para outro nome da disputa eleitoral. Ele aposta no ex-governador Ronaldo Caiado, que esteve numericamente à frente de Lula em simulações de segundo turno da pesquisa RealTime BigData da semana passada.
Livro sobre telecomunicações
“Das cartas ao celular” livro denso, informativo e bem escrito por Fred Sigenando Rossiter Pinheiro. É uma viagem de memória aos marcos da tecnologia e inovações em telecomunicações, sobretudo no RN. A obra pode ser adquirida na Cooperativa Cultural da UFRN, que fica no Centro de
Convivência.
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