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Em noite de 0°, moça percorre as ruas para distribuir cobertores aos animais de rua e gesto chama atenção

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Com os termômetros marcando 0°C no Sul, um gesto de cuidado chamou a atenção nas redes sociais. De forma despretensiosa, uma moradora de Pinheiro Machado no Rio Grande do Sul publicou um vídeo em que cobre cães em situação de rua, abrigados sobre folhas de árvores, com cobertores.

Betina Leal criou coragem e saiu durante a noite para comprar um cobertor com a intenção de identificar cães de rua que precisassem ser aquecidos.

No vídeo compartilhado no Tik Tok em 25 de junho ela escreveu na legenda da publicação que aquela era a visão de quem mora na região Sul durante o frio extremo.

Cães podem ser encontrados encolhidos e enrolados no próprio corpo buscando conforto e aquecimento. A cena obviamente gerou comoção em internautas que repercutiram as imagens com a intenção de obter apoio financeiro para aquecer os pets.

Os próprios seguidores e internautas do país inteiro sugeriram iniciar uma campanha para arrecadação de fundos. Vendo como muita gente queria ajudar, Betina expandiu a iniciativa e lançou uma vakinha na internet para construir casinhas destinadas aos animais que vivem desabrigados.

Em muitos locais já existem os chamados cães comunitários, mas não é o caso desses que apareceram nos registros da jovem gaúcha. Diante das sensações térmicas negativas registradas na região, os cachorros costumam ficar sem qualquer tipo de abrigo nas vias públicas.

E como provavelmente não pode acolher em sua residência devido ao grande número de cães que vivem nas ruas, Betina passou a percorrer as ruas todas as noites para distribuir pedaços de cobertores focando nos animais que se concentram na praça central da cidade.

O processo de compra e distribuição dos abrigos improvisados também foi registrado pela moradora. Ela relata que reside a meia quadra do local onde os animais costumam se reunir para tentar escapar do vento gelado.

Inicialmente, o objetivo era comprar mantas de tamanho casal, dividi-las em três partes e utilizar caixas de papelão viradas ao avesso no chão para criar uma barreira física contra a umidade que sobe do solo.

Acostumada a monitorar esses cães, ela costuma chamá-los de Caramelinho e Vovozinho, este último descrito como um animal idoso e de comportamento calmo.

No monitoramento diário, a jovem identificou a necessidade de retornar ao próprio domicílio para buscar mais insumos, uma vez que o número de animais na praça superou a quantidade de mantas preparadas no primeiro lote.

Os animais protegidos pelas coberturas tendem a permanecer imóveis nos ninhos de folhas para conservar o calor corporal ao longo da madrugada.

No Instagram a publicação atingiu 4,1 milhões de visualizações, 720 mil curtidas e 9 mil comentários.

“Moça, você é um anjo! Que Deus te abençoe sempre, você merece tudo de melhor nesse mundo”.

“Ela foi e voltou e os cachorrinhos continuaram bem tapadinhos. Que vídeo maravilhoso”.

“Parabéns pela atitude! O mundo precisa de mais pessoas assim! Que Deus te abençoe infinitamente”.

Comentaram alguns internautas.

Outras pessoas públicas como o protetor Esdras Andrade, que tem mais de um milhão de seguidores, se disponibilizaram para doar algumas casinhas.

Veja abaixo:

Diante da demanda, foi aberta uma >vaquinha virtual com a meta de alcançar o valor de 20 mil reais. Até o momento, o fundo solidário já contabiliza a quantia de 11.949,57 reais arrecadados.

A proposta inicial previa o atendimento exclusivo dos cães da praça central, mas o volume de interações permitiu a ampliação do planejamento estratégico para outras áreas urbanas.

A meta atual do projeto comunitário consiste na instalação de casinhas de madeira em todos os pontos críticos do município, mapeando as dezenas de cães comunitários que dependem do auxílio local.

Betina afirma que a prestação de contas detalhada, contendo notas fiscais e imagens dos materiais adquiridos, será disponibilizada periodicamente para garantir a transparência do processo.

A mobilização digital ganhou tração quando o perfil oficial da plataforma Vakinha no Instagram compartilhou o relato.

O engajamento gerou novas doações por meio do endereço eletrônico betinagleal@outlook.com e do link oficial da campanha de financiamento coletivo.

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