Nova ofensiva com drones e mísseis atingiu áreas residenciais da capital ucraniana no último fim de semana
A capital da Ucrânia voltou a ser alvo de uma ofensiva russa de grande escala entre a noite de domingo (5/7) e a madrugada desta segunda-feira (6/7). Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o ataque deixou ao menos 14 mortos e 76 feridos. Horas depois, autoridades locais atualizaram o balanço, elevando o número de vítimas fatais para pelo menos 18 após a onda de drones e mísseis atingirem Kiev. Agora, contando o ataque sofrido na semana passada, são quase 50 mortes.
A ofensiva provocou destruição em diferentes pontos da cidade. No distrito de Podilskyi, parte de um prédio residencial desabou. Já em Darnytsia, edifícios de vários andares foram danificados, e equipes de resgate ainda apuravam a possibilidade de moradores estarem presos sob os escombros.
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Durante a madrugada, explosões foram ouvidas em várias regiões da capital, enquanto moradores buscavam proteção em estações de metrô. A ofensiva incluiu mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter mirado instalações militares e de energia em Kiev, além de aeródromos em outras regiões ucranianas.
O novo bombardeio ocorreu poucos dias depois de outro ataque massivo contra Kiev, que deixou mais de 30 mortos e cerca de 90 feridos, segundo o último balanço das autoridades locais. Na última quinta-feira (2/7), centenas de drones e dezenas de mísseis foram lançados contra a capital, atingindo todos os distritos da cidade.
O presidente Volodymyr Zelensky voltou a pedir mais apoio dos aliados ocidentais, especialmente o envio de mísseis para sistemas Patriot. De acordo com ele, a falta de equipamentos de defesa aérea favorece a continuidade dos ataques russos.
A ofensiva também acontece na véspera de uma cúpula da Otan em Ancara, onde a Ucrânia deve pressionar por decisões mais firmes em relação à sua proteção aérea. O aumento dos ataques elevou ainda mais a tensão entre Moscou e países da aliança, especialmente após novas advertências russas à Polônia.






