A Polícia Militar do Distrito Federal prendeu, na tarde desta sexta-feira (26), um homem condenado por participação na ocultação de cadáver em um dos casos ligados a Eduardo de Araújo da Conceição, conhecido como “Vampiro do Itapoã”.
Heraldo José de Carvalho (Foto: PCDF/Divulgação)
O suspeito foi localizado na Rodoviária do Plano Piloto após ser identificado por policiais durante patrulhamento na região central de Brasília. O detido, Hilcimar Lopes da Silva, havia sido beneficiado pelo regime semiaberto, mas passou a ser considerado foragido após não retornar à unidade prisional.
Após a abordagem e confirmação de sua identidade, os policiais efetuaram a prisão e conduziram o condenado à 5ª Delegacia de Polícia, na Área Central de Brasília.
Hilcimar foi condenado a 16 anos de prisão por envolvimento na ocultação do corpo de uma das vítimas associadas aos crimes atribuídos ao chamado “Vampiro do Itapoã”, caso que ganhou grande repercussão no Distrito Federal.
Origem do apelido “Vampiro do Itapoã”
O caso ganhou repercussão no Distrito Federal, a Região Administrativa do Itapoã, e levou Eduardo a ficar conhecido pelo apelido de “Vampiro do Itapoã”, após uma testemunha relatar que ele teria ingerido sangue da vítima durante a ação criminosa.
Segundo informações reunidas pela polícia, Eduardo mantinha diversos animais em sua residência e testemunhas relataram comportamentos considerados incomuns, incluindo o hábito de ingerir sangue de alguns deles.
Durante o cumprimento de mandados no imóvel do acusado, os agentes encontraram animais em condições precárias, além de restos orgânicos que chamaram a atenção dos investigadores.
As descobertas reforçaram o impacto do caso e ajudaram a explicar a origem do apelido pelo qual Eduardo passou a ser conhecido.
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Corpo foi escondido após o crime
De acordo com a investigação conduzida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a vítima, Heraldo, havia sido contratado para erguer uma cerca em um terreno localizado no Itapoã.
Como adiantamento pelo serviço, Heraldo recebeu duas pedras de crack. No entanto, o trabalho não foi executado dentro do prazo esperado, o que motivou uma cobrança por parte de Eduardo e de outros envolvidos.
As apurações indicam que, ao informar que não poderia realizar o serviço naquele momento, Heraldo passou a ser ameaçado pelo grupo. A vítima foi atacada com golpes na cabeça utilizando uma barra de ferro, em uma ação que também contou com a participação de Francisco das Chagas Araújo.
Corpo de bombeiros e Polícia Civil encontraram o corpo em tubulação de esgoto no Itapoã (Foto: PCDF/Divulgação)
As investigações apontaram que Eduardo de Araújo da Conceição ordenou que um dos comparsas e um adolescente envolvido no caso se encarregassem de esconder o corpo. A estratégia utilizada para dificultar a descoberta do crime foi abandonar a vítima em uma galeria de esgoto, tentando impedir o trabalho das autoridades.
Durante o julgamento realizado pelo Tribunal do Júri do Paranoá, os jurados concluíram que o assassinato foi praticado por motivo considerado banal e com extrema crueldade.
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Além de Eduardo e Hilcimar Lopes da Silva, outro participante do crime, Francisco das Chagas Araújo, também foi responsabilizado judicialmente e recebeu condenação de 13 anos de prisão.
Já o adolescente que participou da ação respondeu ao ato infracional em uma unidade socioeducativa, onde cumpriu a medida determinada pela Justiça
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