A decisão considerou que o pedido foi apresentado fora do prazo, enquanto outro procedimento envolvendo o mesmo conselheiro segue em tramitação no clube
A Comissão de Ética do São Paulo decidiu arquivar a denúncia relacionada ao caso das supostas 171 multas de trânsito envolvendo um veículo do clube. A decisão foi tomada pelo relator Luiz Braga, que entendeu que o pedido de abertura do processo foi apresentado fora do prazo e não reunia elementos suficientes para dar continuidade à apuração.
Com isso, a denúncia foi encerrada no âmbito da Comissão de Ética. O caso, porém, não é o único envolvendo o conselheiro Olten Ayres, que continua respondendo a outro procedimento interno por suposta gestão temerária. Esse processo segue em tramitação, ainda não teve audiência marcada e, no momento, está sem relator definido.
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Por que a denúncia foi arquivada?
Na decisão, o relator Luiz Braga concluiu que a representação foi protocolada fora do prazo previsto pelas normas internas do clube. Além disso, avaliou que o documento não apresentava elementos mínimos que justificassem a abertura de um processo disciplinar. Com esse entendimento, a Comissão de Ética decidiu arquivar a denúncia referente ao caso das supostas 171 multas.
Decisão gera questionamentos entre conselheiros:
O arquivamento provocou reações nos bastidores do Conselho Deliberativo do São Paulo. Parte dos conselheiros questionou a participação de Luiz Braga no caso por ele integrar a chapa de candidatos ao cargo de conselheiro vitalício apoiada pelo grupo político de Olten Ayres.
Segundo esses integrantes, a ligação poderia representar um potencial conflito de interesses na condução do processo. Apesar dos questionamentos, a decisão foi mantida.
Comissão passou por mudanças antes da decisão:
O arquivamento ocorreu poucos dias após mudanças na composição da Comissão de Ética. Na última sexta-feira (3/7), Olten Ayres destituiu Antonio Maria Patino da presidência do colegiado e também retirou Marcelo Gatto da função de relator do processo que apura a suposta gestão temerária.
Com as alterações, Mário Braga assumiu a presidência da Comissão de Ética, enquanto Fábio Azambuja passou a integrar o colegiado no lugar de Marcelo Gatto.
O outro procedimento envolvendo Olten Ayres será redistribuído a um novo relator, que ainda não foi definido. Até o momento, também não há previsão para a realização da audiência sobre o caso.




