Sistemas de saúde em todo o mundo estão analisando se a IA generativa pode ajudar a lidar com a escassez de médicos e especialistas. Os defensores argumentam que as ferramentas de IA podem ajudar os profissionais da área médica a navegar rapidamente por vastas quantidades de informações médicas, enquanto os críticos alertam que sistemas treinados principalmente com dados de países de alta renda podem não refletir as condições locais de prática.
A iniciativa está sendo implementada em cerca de 100 países, incluindo Uganda, Angola, Sudão, Haiti e Mongólia, de acordo com uma lista fornecida pela OpenEvidence.
“O acesso ao conhecimento médico não deveria depender da localização geográfica”, afirmou Daniel Nadler, fundador da OpenEvidence.
A Reuters noticiou na semana passada que a Anthropic montou um laboratório para realizar trabalhos de biologia, à medida que leva adiante suas ambições em inteligência artificial na área de ciência farmacêutica e enquanto o medo sobre o alcance da IA toma conta do público, com alguns executivos e políticos pedindo uma desaceleração no desenvolvimento.
Anthropic e OpenEvidence não divulgaram os termos financeiros da parceria.
Diferenças regionais
Só em agosto, médicos dos EUA consultaram a OpenEvidence 42 milhões de vezes, segundo Nadler. Em 2026, várias centenas de milhões de norte-americanos terão sido tratados por um médico que utilizou a OpenEvidence para orientar o tratamento, disse ele.

