
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, negou nesta terça-feira, 4, ter aceitado o plano elaborado pelo governo do presidente americano, Donald Trump, para encerrar a guerra na Faixa de Gaza e condicionou qualquer retirada das tropas israelenses ao desarmamento total do Hamas.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Netanyahu classificou a proposta anunciada na semana passada como um “rascunho” e afirmou que o documento não representa a posição oficial de seu governo.
“Mantenho-me firme quanto aos nossos interesses de segurança. Não recuaremos de nossas posições atuais até que o Hamas seja completamente desarmado”, declarou o premiê, acrescentando que as Forças de Defesa de Israel (IDF) continuarão atuando para proteger o país.
O pronunciamento foi a primeira manifestação pública de Netanyahu desde que Trump anunciou que seu Conselho da Paz havia elaborado um plano de 20 pontos para o futuro de Gaza. A proposta prevê o desarmamento do Hamas, a criação de uma administração palestina tecnocrática, o envio de uma força internacional de estabilização e a retirada gradual das tropas israelenses à medida que o grupo islamista entregue seu arsenal.
Segundo Netanyahu, porém, Israel recebeu apenas uma minuta do projeto e enviou observações aos negociadores americanos. “Eles nos enviaram um rascunho. Não concordamos com ele; não é o nosso texto”, afirmou.
Na véspera, um representante do gabinete do premiê já havia sinalizado a resistência israelense ao declarar que o documento “não reflete as posições de Israel”.
Integrantes do governo israelense demonstram ceticismo quanto à disposição do Hamas de entregar todas as armas. O grupo palestino já indicou que aceitaria abrir mão apenas do armamento pesado em uma etapa posterior de um eventual acordo, posição considerada insuficiente por Jerusalém.

