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Brasil tem desemprego de 5,6% no tri até maio, diz IBGE, em linha com o esperado

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A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% nos três meses até maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

O resultado do indicador é o menor para o mês de maio desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. A taxa de desocupação chegou a 14,9% (janeiro-março), em 2021, em razão dos efeitos da Covid-19 no mercado de trabalho nacional. 

A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 5,6% no período.

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“A estabilidade na variação é sazonal, pois é o período em que os setores começam a olhar para o segundo semestre, mas atingir a mínima histórica para o período indica que o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”, explica o analista da pesquisa, William Kratochwill.

A população desocupada (6,1 milhões) registrou estabilidade na comparação com o trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026 (6,2 milhões). No confronto com igual trimestre do ano anterior (6,7 milhões), houve queda de 9,3% (menos 624 mil pessoas). Já a população ocupada (102,7 milhões) registrou alta de 0,5% no trimestre (mais 558 mil pessoas) e aumento de 0,8% no ano (mais 840 mil). E o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,6%, com variação de 0,2 p.p. no trimestre (58,4%) e mantendo-se estável ano (58,6%).

A PNAD Mensal mostrou que o contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (exclusive trabalhadores domésticos), estimado em 39,3 milhões de pessoas, apresentou estabilidade frente ao trimestre anterior e no confronto com o mesmo trimestre de 2025. A categoria dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (13,4 milhões de pessoas) também apresentou estabilidade nas duas comparações. O mesmo ocorreu com trabalhadores por conta própria, formada por 26,0 milhões de pessoas e com os empregadores (4,2 milhões de pessoas).

Diferente das categorias anteriores, um grupo que vem demonstrando estabilidade ou queda nos últimos cinco trimestres é o de trabalhadores domésticos, estimado em 5,4 milhões de pessoas. O contingente apresentou estabilidade no confronto com o trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026, mas na comparação com o mesmo trimestre do ano passado mostra queda de 328 mil postos de trabalho. O analista da pesquisa ressalta que “em cenários de baixa desocupação, o custo de oportunidade dessa força de trabalho aumenta, gerando uma migração estrutural para postos formais em outras atividades, que oferecem melhores salários, condições de trabalho e garantias.

Houve crescimento de 3,6% no grupo dos empregados no setor público (inclusive servidores estatutários e militares), estimado em 13,1 milhões de pessoas, frente ao trimestre anterior. Ao se comparar com o mesmo trimestre do ano anterior, houve elevação de 2,8%, representando um adicional estimado de 350 mil pessoas. No entanto, a alta de ocupados neste grupo, no trimestre, foi acompanhada por queda de 3,1% no rendimento médio mensal real habitualmente, equivalente a menos R$ 172. A comparação com o trimestre de março a maio de 2025 indicou aumento de rendimento nas categorias: Empregado com carteira de trabalho assinada (3,0%, ou mais R$ 99) Trabalhador doméstico (3,8%, ou mais R$ 52) e Conta-própria (4,4%, ou mais R$ 130).

“A redução real no rendimento dos empregados no setor público deve-se ao efeito da mudança de composição desse grupo, porque neste período aumenta a contratação de novos servidores temporários ou municipais com salários menores, somado à rigidez dos reajustes nominais do setor público”, explicou William.

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(com agência de notícias do IBGE)

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