Redação Tribuna do Norte
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16h03


Atenção: esta reportagem aborda investigação policial sobre ameaça contra criança, planejamento de homicídio, violência, uso de venenos e mensagens com teor perturbador. O conteúdo pode ser sensível para algumas pessoas.
Um agricultor de 36 anos foi preso em São Gabriel da Palha, no Noroeste do Espírito Santo, suspeito de planejar a morte do próprio filho, de 8 anos, para não pagar pensão alimentícia à ex-companheira. Segundo a Polícia Civil, o homem usava o ChatGPT como uma espécie de diário, registrando pensamentos violentos, pesquisas sobre venenos e relatos sobre a intenção de matar a criança.
A identidade do investigado não foi divulgada. De acordo com a investigação, ele pretendia executar o plano no dia 20 de junho, mas foi preso preventivamente um dia antes, após um alerta emitido pela OpenAI ao FBI e posteriormente repassado às autoridades brasileiras.
Em um dos arquivos, o homem relata que tentou contratar um pistoleiro por R$ 50 mil para matar o filho. Ainda segundo as mensagens, o suposto criminoso teria recusado o serviço ao descobrir que a vítima seria uma criança.




Em outro trecho, o investigado escreveu: “Essa semana pensei em pegar a arma e matar uns dois policiais perto do batalhão”. Em uma nova mensagem, afirmou: “Queria saber de onde vem essa vontade de matar as pessoas. Eu gosto de ver outra pessoa sofrer”.
Segundo a Polícia Civil, além das mensagens sobre o filho, o agricultor também fez pesquisas relacionadas a substâncias altamente tóxicas, efeitos de venenos no organismo, ataques contra policiais e atentados em locais públicos.




Embora tenha admitido ser o autor das pesquisas, o homem negou aos policiais que tivesse intenção de matar o filho ou colocar em prática os demais atos mencionados nas conversas.
De acordo com os investigadores, o agricultor pretendia matar o filho no dia 20 de junho. A prisão preventiva foi cumprida em 19 de junho, após a Polícia Civil receber informações encaminhadas pelo Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça.




Segundo a Polícia Civil, a OpenAI identificou as conversas e comunicou o FBI, nos Estados Unidos. A agência norte-americana encaminhou o material ao Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça, que repassou as informações à Polícia Civil do Espírito Santo.
Com base nos dados recebidos, os investigadores identificaram o suspeito, confirmaram que ele tinha um filho e solicitaram à Justiça mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva.
As ordens judiciais foram cumpridas em 19 de junho. O menino, alvo do suposto plano, foi preservado e não teve a identidade divulgada.

