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corpo é encontrado concretado e carbonizado dentro de geladeira

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Um homem identificado como Euclides de Oliveira, de 62 anos, foi encontrado concretado e carbonizado dentro de uma carcaça de geladeira em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O caso foi descoberto na terça-feira (16) e é tratado como execução promovida por integrantes de uma facção criminosa.

‘Tribunal do crime’: corpo é encontrado concretado e carbonizado dentro de geladeira (Foto: Reprodução)

Segundo as investigações, Euclides era professor de uma escolinha de futebol e foi sequestrado na porta de casa no dia 8 de junho. A principal linha de apuração aponta que ele foi submetido a um chamado “tribunal do crime” e assassinado por suspeitos ligados ao tráfico de drogas.

Sequestro foi registrado por câmeras de segurança

Imagens obtidas pela Polícia Civil mostram o momento em que um carro branco para próximo ao local onde a vítima estava. Em seguida, três homens descem do veículo.

Um dos suspeitos aponta uma arma para Euclides, enquanto os demais participam da abordagem. Logo depois, o professor é colocado à força no automóvel, que era conduzido por um quarto integrante do grupo.

Outras imagens analisadas pelos investigadores mostram a vítima sendo retirada do carro branco poucos metros adiante e transferida para um veículo utilitário por dois homens.

Polícia aponta execução após ‘tribunal do crime’

De acordo com a investigação, a motivação do crime estaria relacionada a acusações de abuso sexual contra uma criança de 9 anos.

Segundo o delegado Carlos Fernandes, familiares da criança teriam acusado Euclides de molestá-la. Um dos parentes da suposta vítima seria integrante de uma facção criminosa e teria organizado a execução.

“O senhor Euclides participava de aulas em escolinhas de futebol e familiares o acusaram de ter molestado uma criança de nove anos. Criança essa que é irmã de um dos investigados contra o qual há mandado de prisão. Esse indivíduo, que é pertencente a uma facção criminosa, resolveu fazer o chamado tribunal do crime e, com o apoio de mais membros dessa organização criminosa, sequestraram o senhor Euclides no Tibery e o levaram para um galpão no Jardim Europa”, afirmou o delegado ao g1.

A Polícia Civil destacou que não existe boletim de ocorrência, denúncia formal ou provas que sustentem as acusações de violência sexual contra Euclides.

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Compra de cimento levou polícia até corpo concretado

A suspeita de que o corpo havia sido ocultado sob concreto surgiu após os investigadores identificarem que integrantes do grupo compraram cimento e areia após chegarem ao galpão onde a vítima teria sido mantida em cárcere.

Durante as diligências, imagens de câmeras de segurança flagraram suspeitos transportando uma geladeira em uma carretinha nas proximidades do imóvel investigado.

A partir dessas informações, os policiais localizaram a carcaça do eletrodoméstico e encontraram o corpo em seu interior.

Vítima estava amarrada e em avançado estado de decomposição

Segundo a Polícia Civil, o cadáver apresentava sinais de violência e estava com as mãos amarradas por abraçadeiras plásticas, o que reforça a hipótese de tortura antes da execução.

O corpo também estava em avançado estado de decomposição. Os investigadores encontraram indícios de que os criminosos tentaram destruir provas ao incendiar o local. Entulhos teriam sido colocados sobre o cadáver antes de o fogo ser iniciado.

A identificação oficial ainda depende do resultado de exames de DNA. Apesar disso, o delegado responsável pelo caso afirmou não ter dúvidas de que o corpo encontrado pertence a Euclides de Oliveira.

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Três suspeitos foram presos

Até o momento, três pessoas foram presas suspeitas de participação direta no sequestro e homicídio.

Outras duas pessoas acabaram detidas em flagrante por tráfico de drogas após a apreensão de entorpecentes em um dos endereços alvo da operação policial.

De acordo com a corporação, os investigados já eram alvo de inquéritos relacionados a outros homicídios e possuem ligação com o tráfico de drogas na região. Nenhum dos presos confessou envolvimento no crime, e os nomes deles não foram divulgados.

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