A defesa de dois dos homens presos por envolvimento na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, contestou o enquadramento jurídico adotado pela Polícia Civil no caso ocorrido no último sábado (13), em Limeira (SP). A jovem morreu após realizar um salto de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto.
Foto: Reprodução.
Em entrevista à TV Todo Dia, o advogado Rafael Gomes dos Santos afirmou que discorda da acusação de homicídio com dolo eventual e defende que o caso seja tratado como homicídio culposo.
Segundo o Código Penal, o homicídio com dolo eventual ocorre quando o autor assume o risco de produzir o resultado. Já o homicídio culposo é caracterizado quando a morte acontece em decorrência de imprudência, negligência ou imperícia, sem intenção de matar.
Defesa diz que morte foi uma fatalidade
Para o advogado, não há elementos que indiquem que os envolvidos tenham assumido o risco de provocar a morte da jovem.
“Foi uma fatalidade, poderia dizer até uma negligência deles, mas menos o homicídio doloroso, o dolo eventual. A defesa discorda do dolo eventual, a defesa entende que não cabe esse enquadramento, foi um homicídio simples, seria homicídio culposo, porque eles não tiveram intenção, e principalmente num evento daquele tamanho, eles lançaram a pessoa, como eles lançaram, tendo consciência de que poderia ocorrer um fato dessa natureza”, afirmou Rafael Gomes dos Santos.
Ainda de acordo com a defesa, os organizadores do evento tinham experiência na atividade e não imaginavam que um acidente daquela gravidade pudesse ocorrer.
“Num evento daquele tamanho, eles lançaram a pessoa sem ter consciência de que poderia ocorrer um fato dessa natureza”, acrescentou.
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Advogado afirma que causas do acidente ainda são desconhecidas
O defensor também declarou que os investigados não sabem explicar exatamente o que aconteceu no momento do salto e que as circunstâncias do acidente ainda precisam ser esclarecidas durante as investigações.
“Nós não conseguimos explicar, nós não sabemos o que aconteceu. Não sabemos se colocamos, não sabemos se escapou. Os vídeos mostram que não colocamos, nós não sabemos, porque eles fazem esses eventos há muito tempo”, disse.
Defesa nega tentativa de fuga após a morte de Maria Eduarda
Sobre as acusações envolvendo uma suposta tentativa de fuga após o acidente, o advogado negou a versão e afirmou que os integrantes da organização permaneceram colaborando com as autoridades.
Segundo ele, um dos envolvidos foi responsável por acionar o serviço de emergência utilizando o próprio telefone celular.
“Essa notícia de que eles queriam fugir não é verdade. Isso revoltou um pouco a população. Na realidade, eles nunca quiseram fazer isso e jamais fariam. Tanto que acompanharam tudo até serem presos”, declarou.
Troca de roupas após acidente também foi esclarecida
Em relação à informação de que integrantes da equipe teriam retirado camisetas de identificação do grupo logo após a morte da jovem, a defesa alegou que a troca de roupas ocorreu por causa das condições climáticas.
De acordo com o advogado, dois integrantes ficaram molhados e cobertos de barro devido à chuva registrada no local no dia do acidente, motivo pelo qual decidiram trocar as vestimentas.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias da morte de Maria Eduarda e a responsabilidade dos envolvidos na organização da atividade de rope jump.
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Acidente fatal de Maria Eduarda
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no sábado (13), após um acidente durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior paulista. As investigações apontam que a jovem foi lançada da estrutura sem estar devidamente conectada ao sistema de segurança que deveria sustentá-la durante o salto.
Segundo as apurações, a atividade era organizada pela empresa responsável pela operação no local. Durante a execução do salto, os responsáveis não teriam percebido que a participante ainda não estava presa ao equipamento indispensável para a prática da modalidade.
Veja o momento da queda:
Após a queda, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas e prestaram socorro à vítima ainda no local. Apesar dos esforços dos profissionais de saúde, Maria Eduarda não resistiu aos ferimentos provocados pelo impacto.
Horas antes da tragédia, a jovem havia compartilhado registros nas redes sociais mostrando sua chegada ao evento e os preparativos para participar da atividade. Entre as publicações estavam fotos e vídeos feitos na própria Ponte do Esqueleto, pouco antes do salto que terminou de forma fatal.
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