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Dezenas de drones ucranianos foram disparados contra Moscou nesta quinta-feira, 18, atingindo uma refinaria de petróleo na capital russa pela segunda vez nesta semana, informou o prefeito da cidade.
“As forças de defesa antiaérea continuam repelindo um ataque em larga escala. Vários drones atingiram a MNPZ”, uma grande refinaria responsável por mais de um terço das necessidades de combustível da capital russa, escreveu o prefeito Sergei Sobyanin no Telegram, sem detalhar se a instalação industrial sofreu danos.
Segundo Sobyanin, “medidas estão sendo tomadas para lidar com as consequências”. Posteriormente, ele acrescentou que a defesa antiaérea russa destruiu 52 drones.
Na terça-feira, outro ataque com drones ucranianos já havia atingido a refinaria MNPZ, provocando um incêndio e danos à sua estrutura.
A Rússia, por sua vez, disparou mísseis contra Kiev nesta quinta, também pela segunda vez na semana, após um ataque que atingiu um dos mosteiros cristãos mais antigos e importantes da Ucrânia, localizado no coração da capital.
Trump de olho na Ucrânia?
Os novos ataques ocorrem um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar ter tido boas conversas com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sobre o conflito em curso entre as duas nações.
A declaração foi dada a repórteres durante a reunião do Grupo dos Sete (G7) na França, onde os líderes das principais nações desenvolvidas se reuniram para falar, entre outros temas, da guerra no leste europeu.
Não ficou claro quando ocorreu a “conversa positiva” entre Trump e Putin, mas uma ligação entre os líderes ocorreu no domingo, 14, ocasião em que o presidente russo telefonou ao republicano para parabenizá-lo pelo seu 80º aniversário. Anteriormente, o americano afirmou que a Rússia “deveria alcançar um acordo” com a Ucrânia, e que Moscou “perdeu uma quantidade enorme de pessoas”.

