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Trump volta a ameaçar existência do Irã após novos ataques e trégua violada

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar a existência do Irã, em publicação feita na rede Truth Social neste sábado, 28. Na publicação, o republicano comenta o mais recente ataque americano contra ‘múltiplos alvos’ iranianos e diz que seu país pode ser ‘forçado a concluir militarmente o trabalho’ iniciado no dia 28 de fevereiro, ou seja, há praticamente quatro meses. O já frágil cessar-fogo entre os países está sob risco desde sexta, quando Washington e Teerã trocaram bombas.

“Aeronaves dos Estados Unidos acabaram de atacar locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, além de estações de radar costeiras, por violarem o Acordo de Cessar-Fogo, MAIS UMA VEZ! É bem possível que eles nunca aprendam! Pode chegar um momento em que não seremos mais capazes de ser razoáveis ​​e seremos forçados a concluir militarmente o trabalho que começamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir!”, escreveu Trump.

https://truthsocial.com/@realDonaldTrump/posts/116824603632739697

Bombardeios deste sábado

A Força Aérea dos Estados Unidos “realizou novos ataques contra múltiplos alvos no Irã”, dirigidos contra “infraestruturas de vigilância militar iranianas, sistemas de comunicação, instalações de defesa aérea, depósitos de drones e meios utilizados para a colocação de minas”, informou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) em publicação na rede social X.

Segundo o Centcom, os bombardeios foram realizados em represália a um ataque cometido por um drone iraniano contra um petroleiro de bandeira panamenha que transportava mais de dois milhões de barris de petróleo bruto pelo Estreito de Ormuz. Veículos de comunicação iranianos informaram sobre várias explosões nas regiões de Sirik e Qeshm, no sul do país.

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O Centcom informou que “o tráfego de navios comerciais continua no Estreito de Ormuz”, apesar dos ataques recentes.

Acusações do Irã

O Irã acusou os EUA neste sábado de uma “violação flagrante” do protocolo de acordo firmado para pôr fim à guerra no Oriente Médio, após os bombardeios americanos em seu território, que provocaram uma retaliação de Teerã.

A troca de ataques reacende as dúvidas sobre os esforços para manter aberto o Estreito de Ormuz, estratégico para o comércio mundial de petróleo e gás, justamente quando as duas partes entraram em uma fase de 60 dias de negociações para alcançar um acordo definitivo.

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Os bombardeios americanos de sexta-feira, os primeiros conhecidos desde a assinatura do protocolo de acordo em 17 de junho, ocorreram após “o ataque do dia anterior contra um navio mercante que transitava pelo estreito”, segundo o Exército dos Estados Unidos, que afirmou ter “atingido depósitos de mísseis e drones e posições de radares costeiros no Irã”.

Teerã denunciou uma “violação flagrante” da “Carta das Nações Unidas” e “do protocolo de acordo”.

Os Guardiões da Revolução, o exército ideológico da República Islâmica, anunciaram neste sábado ter atacado posições americanas na região. “Se a agressão se repetir, nossa resposta será mais ampla”, advertiram.

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No Golfo, o Bahrein informou ter sido alvo de vários drones iranianos e acusou Teerã de “sabotar os esforços de paz”.

Além disso, um petroleiro foi atingido por um projétil não identificado no Estreito de Ormuz, informou a agência marítima britânica UKMTO, segundo a qual “a tripulação está sã e salva”.

A televisão estatal iraniana havia informado na noite de sexta-feira sobre uma explosão em um píer na cidade de Sirik, no sul do país, e sobre disparos de advertência contra “embarcações em infração” no Estreito de Ormuz.

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“O Irã assinou um acordo de cessar-fogo. Nós o respeitamos. Se eles têm divergências sobre a aplicação do protocolo de acordo, podem simplesmente pegar o telefone. Mas a violência apenas gerará mais violência”, escreveu na rede social X o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance.

Por sua vez, Trump classificou o ataque ao navio cargueiro como uma “violação estúpida” do cessar-fogo.

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