O livro de estreia de Valérie Perrin, autora de “Água fresca para as flores”, chegou ao Brasil 11 anos depois de publicado — e vale cada página da espera.
No livro da vida de Justine, desde a infância, todos os capítulos parecem iguais. Aos 21 anos, ela mora em um pequeno vilarejo da Borgonha com os avós e o primo Jules, desde que os pais de ambos morreram em um acidente de carro.
Em meio ao marasmo, três coisas trazem luz para seu cotidiano: as peripécias de Jules, que está mais para um irmão; as noites de sábado que passa dançando na boate; e seu emprego como auxiliar de enfermagem na Hortênsias, uma casa de repouso onde grande parte dos seus turnos é dedicada a ouvir os relatos dos idosos que vivem ali.
Na Hortênsias, ela desenvolve uma relação muito próxima com Hélène Hel, uma residente de quase cem anos com quem passa horas partilhando memórias. Aos poucos, Justine ajuda Hélène a remontar sua trajetória, registrando tudo em um caderno, na tentativa de salvar do efeito do tempo aquelas lembranças marcadas por perdas imensuráveis, grandes amores e pela força da esperança.
Conforme o passado vai tomando forma e uma série de ligações misteriosas causa uma pequena revolução na casa de repouso, a senhora inspira a garota a interrogar-se sobre a morte dos pais. Determinada a entender a tragédia que destroçou sua infância e a confrontar os segredos sobre os quais a própria família evita falar há mais de uma década, Justine percebe que talvez esteja na hora de adentrar de vez a própria história.
Os esquecidos de domingo
Intrínseca
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Valérie Perrin nasceu em 1967, em Remiremont, e cresceu na Borgonha. Fotógrafa e roteirista, publicou seu primeiro romance em 2015 — o best-seller Les Oubliés du dimanche. Desde então, lançou Três e Água fresca para as flores, já ganhou diversos prêmios e teve suas obras traduzidas para trinta idiomas. Com mais de 2 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, é uma das autoras mais relevantes da atualidade.
Publicado no Brasil pela Editora Intrínseca em março de 2026, com tradução de Sofia Soter, Os esquecidos de domingo tem 288 páginas e está disponível também em e-book.

