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Tarifa dos EUA provoca reação da bancada federal do Rio Grande do Norte

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Redação Tribuna do Norte




17h00

Embate sobre comércio internacional entre Lula e Trump movimenta pré-campanha eleitoral| Foto: Reprodução

A bancada federal do Rio Grande do Norte analisa as consequências do novo ‘tarifaço” dos Estados Unidos à importação de produtos brasileiros e a relação entre os dois países no comércio bilateral.
Líder da oposição no Senado Federal, senador Rogério Marinho (PL) declarou, por exemplo, que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, “envergonha o Itamaraty e sua longa tradição de atuar como órgão de Estado, em virtude de sua declaração que “insiste na mentira de que as tarifas são responsabilidade da oposição”.

O senador Rogério Marinho afirma que o chanceler “esconde que 85 países e Hong Kong estão sob investigações comerciais dos EUA, alcançando cerca de 98% da economia mundial fora do território americano”.

“O problema do Brasil é que quem deveria negociar, resolveu fazer da questão um palanque eleitoral”, acusa Rogério Marinho, para quem o governo Lula “intensificou os ataques contra o presidente americano, Donald Trump, forçando a represália comercial. Lula, na sua narrativa mentirosa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), forçou o pênalti. Joga sujo como sempre”.

Já o deputado federal General Girão (PL) afirma que, “antes de tudo, cabe uma pergunta: o que o PT pensa sobre as barreiras impostas pela China aos produtos brasileiros? Quando a medida vem de Pequim, o discurso inflamado sobre soberania parece desaparecer?”

Na avaliação do General Girão, a nova tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos “a uma ampla relação de produtos brasileiros também precisa ser compreendida como resultado do desgaste diplomático criado pelo governo Lula”.

General Girão citou o pronunciamento do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que “foi categórico ao afirmar que Lula não negociou de boa-fé e colocou o próprio ego acima do bem-estar dos brasileiros. Enquanto o governo e sua militância insistem em vender narrativas, o Brasil perde credibilidade, mercados e oportunidades”.

“No fim, a conta desse fracasso diplomático recai sobre produtores, empresas e trabalhadores brasileiros. Afinal, era essa a soberania que prometeram?”, indagou o General Girão.

O deputado federal Sargento Gonçalves (PL) disse que Lula está “cavando a falta”, para querer continuar com a narrativa que a culpa é do Bolsonaro”.

“Mas, o que dizer da taxação da China? De quem é a culpa? Seria do Bolsonaro, também? Lógico que não, a culpa tanto da taxação da China, quanto dos EUA é única e exclusivamente do governo Lula, inclusive, Lula não está preocupado com taxação sobre o povo Brasileiro, afinal de contas quem mais taxou o povo Brasileiro não foi EUA ou China, foi o próprio Governo do PT, foram pelo menos 30 propostas taxação, aumento de impostos, no lombo do povo brasileiro”, acrescentou o Sargento Gonçalves.

Para o Sargento Gonçalves, “está claro e cristalino que essas taxações sobre as exportações de produtos do Brasil é consequência da irresponsabilidade e incompetência do Desgoverno Lula, da política de relações internacionais desastrosas desse governo de extrema esquerda.

E, para resolver um câncer, só arrancando o câncer, então por isso precisamos trabalhar intensamente para tirar o PT e toda esquerda do controle dos rumos do nosso país”.

Por fim, Sargento Gonçalves disse que “o Brasil e o brasileiro não aquenta mais, e isso ficará provado na resposta que o povo dará nas eleições de 2026”.

No entendimento da deputada federal Carla Dickson (PL) “o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos é mais um duro golpe contra a economia brasileira e escancara o fracasso da política externa do atual governo”.
Carla Dickson avalia que “graças a Lula não temos credibilidade internacional, e aí quem paga a conta é o produtor rural, a indústria, o empreendedor e o trabalhador brasileiro”.

Finalmente, a deputada disse que “o desgoverno do PT preferiu transformar relações diplomáticas em disputas ideológicas, afastando parceiros estratégicos e colocando em risco milhares de empregos”.

Bancada governista


A senadora Zenaide Maia (PSD) apoia o posicionamento do governo federal, por entender que “soberania não se negocia”. Segundo ela, o Brasil “não deve ceder em política pública que pertence ao povo brasileiro”, como o caso de “uso do do pix como pretexto” para taxar em mais 25% os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, que “nada tem a ver com práticas comerciais desleais”.

“O Brasil é um parceiro leal: cumprimos acordos, respeitamos regras multilaterais e mantemos superávit favorável aos próprios EUA no comércio bilateral. Defendo que o Brasil não deve fazer concessões que comprometam nossa soberania — nem sobre o Pix, nem sobre qualquer outra política pública legítima”, destacou a senadora nas redes sociais.

Os deputados do Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Mineiro e Natália Bonavides, debitam a taxação de produtos brasileiros exportados para os EUA na conta política do pré-candidato a presidente e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“A mais nova dele contra o nosso povo é a taxação aos produtos brasileiros. E sabe quem mais sofre com isso? Os trabalhadores e as trabalhadoras, além de prejudicar a economia como um todo”, reforça Fernando Mineiro.

O parlamentar situacionista ataca a figura política de Flávio Bolsonaro nas redes sociais: “E esse sujeito ainda quer ser presidente do Brasil. Precisamos falar sobre isso diariamente e lembrar o trabalho do presidente Lula para minimizar os impactos desse ataque, sempre em defesa da nossa gente e do Brasil soberano!”

Fernando Mineiro disse que o senador oposicionista “tentou entregar o Pix para os Estados Unidos, quer entregar as nossas riquezas, terras raras, minerais ao Trump, ataca descaradamente a nossa soberania”.

A deputada Natália Bonavides disse que Flávio Bolsonaro e seu irmão Eduardo Bolsonaro “fujão conseguiram o que queriam. Sabotar o Brasil! O regime Trump anunciou um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, mas seguiremos com o presidente Lula na defesa da nossa soberania e contra essas tarifas criminosas”.

Natália Bonavides também afirmou que o tarifado “atinge em cheio de novo a economia do Rio Grande do Norte”, exemplificando o caso do setor salineiro, que “segue sob pressão dos EUA, afetando milhares de empregos diretos e indiretos”, concentrados em Areia Branca, Macau e Mossoró.

Presidente Lula: “Brasil não aceita desaforo”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou a aplicação do novo tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Em evento no Rio de Janeiro, na sexta-feira (17), o petista disse aguardar um posicionamento de Donald Trump sobre o tema, mas alertou que o Brasil “não aceita desaforo” de outro país.

“Eu vou deixar para falar do tarifaço quando o Trump falar. Enquanto ele não falar, eu não falarei, porque vamos mostrar que contra o Brasil ninguém ganha mentindo. Ou é mais verdadeiro que nós ou não vai enganar a sociedade brasileira”, disse.

Ao fim do evento, Lula voltou a falar sobre respeito ao Brasil. “Este país precisa estar de cabeça erguida, porque não aceitamos que nenhum outro país do mundo faça desaforo para o Brasil. Nós queremos respeito, da mesma forma que vamos respeitar todo mundo”, declarou.

Tarifaço

O governo Lula rechaça os argumentos do USTR e avalia que não há justificativa para a aplicação das sanções econômicas. O Planalto vê motivação política na imposição das taxas.

Após o anúncio do tarifaço, o governo afirmou que vai reforçar o Plano Brasil Soberano — criado para socorrer empresas afetadas pelas tarifas. Além disso, avalia, com cautela, adotar da Lei de Reciprocidade. Auxiliares do presidente avaliam formas de implementar a medida sem causar impacto na economia brasileira.

TARIFAÇO CONTRA PRODUTOS BRASILEIROS

  • Na noite da última quarta-feira (15), os EUA decidiram taxar alguns produtos brasileiros em 25% após investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre práticas comerciais brasileiras.
  • Após a conclusão da investigação, o governo brasileiro tentou negociar com representantes americanos, no entanto, o diálogo entre as equipes não resultou na reversão das taxas.
  • O governo do Brasil se pronunciou sobre o assunto e condenou a imposição de tarifas, chamando a medida de desproporcional e inaceitável.
  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já havia antecipado a possibilidade de utilização da Lei de Reciprocidade caso as tarifas fossem efetivadas – o que foi confirmado em nota divulgada pela Presidência da República.
  • “O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC”, afirmou o texto.

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