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Setor de beleza no Brasil cresceu 10% no 1º trimestre, diz Circana

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O mercado de beleza premium no Brasil registrou crescimento de 10% no primeiro trimestre de 2026, superando a média global, que ficou em torno de 7% no mesmo período.

Os dados são da Circana, empresa especializada em análise de mercado, e foram apresentados por Ana Seccato, analista de beleza da companhia.

Brasil se destaca na América Latina

O Brasil ocupa uma posição de destaque dentro do cenário regional. Segundo Ana Seccato, o país representa aproximadamente 25% das vendas de beleza na América Latina, enquanto a região como um todo responde por cerca de 6% das vendas globais.

“Isso já mostra o mercado potencial que a gente tem dentro da América Latina, e é isso que esses grandes conglomerados de beleza estão vendo: uma oportunidade dentro da nossa região para poder crescer”, afirmou.

Consumidor brasileiro como diferencial

Ana Seccato destacou que o Brasil se sobressai em relação a outros mercados emergentes pela relação que o consumidor brasileiro mantém com a categoria de beleza.

“A gente tem um mercado nacional, massivo, muito bem estruturado, que é um gigante a nível global, que realmente preparou o nosso consumidor para a entrada dessas outras marcas”, explicou. As categorias contempladas incluem maquiagem, fragrâncias, skincare e cuidados para cabelo.

A analista também ressaltou que o consumidor brasileiro está altamente conectado às tendências globais por meio do ambiente digital, o que contribui para a abertura a novas marcas e produtos.

“Tudo isso cria um cenário muito positivo para que o Brasil consiga crescer acima dessa média global”, disse. Esse desempenho superior não é pontual: segundo Ana Seccato, nos últimos quatro anos o Brasil tem consistentemente performado acima da média mundial no setor.

Beleza como porta de entrada do mercado premium

Mesmo diante do endividamento das famílias brasileiras, o setor de beleza demonstra resiliência.

Ana Seccato explicou que a categoria funciona como a principal porta de entrada para o mercado premium, por oferecer produtos de marcas valorizadas a preços mais acessíveis do que outros segmentos de luxo.

“Talvez você não consiga comprar uma bolsa daquela marca de nicho, mas você pode comprar um batom, você pode comprar um perfume, você pode comprar um creme”, pontuou. Dessa forma, o setor se posiciona como uma alternativa de consumo aspiracional mesmo em contextos econômicos desafiadores.

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