Redação Tribuna do Norte
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14h00

O dial brasileiro nunca esteve tão cheio. E é bom que esteja. O Brasil nunca teve tantas rádios ativas. Mais de 1.184 emissoras já migraram do AM para o FM entre 2013 e 2025, e cinco estados ultrapassaram a marca de 100 migrantes. As outorgas de comunitárias cresceram 275% em 2024. Outras 795 cidades estão na fila até 2027. O dial está ficando mais cheio, mais competitivo, mais vivo. E isso é uma boa notícia.
Mais emissora não atrapalha o mercado, fortalece. Concorrência obriga profissionalização. Categorias distintas (popular, jovem, all news, adulta, religiosa, comunitária) atendem perfis diferentes, mas isso não pode virar fator limitador. Por que uma adulta não pode ter jornalismo esportivo? Por que uma popular não pode discutir negócios? Por que uma all news não pode cobrir entretenimento? O ouvinte tem sua preferência, mas não vive em um mundo fechado. Quer informação, lazer, utilidade. A audiência é versátil.
Grandes redes abrem espaço para a afiliada destacar o factual local. É a combinação perfeita entre programação nacional e regional. O ambiente digital ampliou o jogo. Múltiplos canais exigem mais produção. Janelas locais exigem inovação.
Some-se a isso o salto técnico em curso. O rádio híbrido combina a transmissão aberta e gratuita do FM com recursos digitais via internet. Nos receptores compatíveis, o ouvinte vê logo da emissora, identificação de música, capa do álbum, notícias, dados da programação e informações de trânsito. Em equipamentos integrados, alterna entre sinal terrestre e streaming, com recepção estável. Para o anunciante, libera dados de consumo dentro do carro e ações personalizadas. É o oposto do streaming de áudio puro, trancado em plataformas privadas. O híbrido amplia o sinal sem abrir mão do que o rádio tem de melhor: aberto, gratuito, local e, agora, visível.
Mais emissora com tantos recursos tecnológicos significa mais oportunidade para toda a cadeia, do anunciante ao consumidor. Para a sociedade, canais com identidade local, confiabilidade e utilidade. Para os profissionais, espaço para abandonar o automatismo de anunciar música, dar a hora e ler boletim, e assumir o papel de mediador entre audiência e mercado. Voz com obra, com utilidade real.
Mais concorrência, mais potência, mais energia, mais conteúdo. Menos do mesmo. O rádio brasileiro nunca esteve tão pronto para se reinventar. Talvez falte competência e visão.
NOTAS NO AR
Tudo rádio: O Futuro do Rádio nos Carros Conectados
O avanço da inteligência artificial (IA) e dos painéis digitais está a transformar a forma como os condutores consomem áudio, gerando novos desafios e oportunidades para as emissoras de rádio. De acordo com o especialista Roger Lanctot, ferramentas de voz avançados passarão a ser o padrão nos veículos conectados, reconhecendo o utilizador e carregando as suas preferências de forma inteiramente automática. Um exemplo prático desta transição é a adoção do assistente Gemini, da Google, por parte da fabricante General Motors, que unifica a navegação e o entretenimento numa única interface de voz. Apesar da crescente concorrência com as plataformas globais de streaming, as emissoras tradicionais mantêm uma vantagem competitiva crucial: a relevância do conteúdo local. Para assegurar a sua presença nos novos ecrãs controlados por software, o setor foca-se em otimizar a experiência do utilizador através de buscas intuitivas por voz, procurando pelo nome da estação e não pela frequência do dial e, no desenvolvimento de publicidade geolocalizada, adaptada em tempo real às rotas de viagem. As fontes vem do portal Tudoradio.com.br
Jovem Pan contrata Walter Zagari e Luiz Alberto
O Grupo Jovem Pan anunciou uma reestruturação em seu departamento comercial com a chegada de dois grandes nomes do mercado publicitário. As contratações buscam sustentar a evolução e modernizar as estratégias de negócios do grupo em rádio, televisão e plataformas digitais. Para o comando da Central Jovem Pan de Comercialização, a empresa contratou Walter Zagari. O executivo possui trajetória marcada pela liderança comercial em emissoras como SBT, Record e Band, assumindo o modelo de gestão unificada de todas as janelas de mídia da empresa. Para a Diretoria Nacional de Vendas, o grupo integrará Luiz Alberto de Campos, o Juca. Com quase 30 anos de carreira e passagens por Editora Três, Band, SBT e RedeTV, o profissional é finalista do prêmio Caboré e bicampeão da ANER como Melhor Executivo. Os anúncios, realizados na última semana, consolidam a nova linha estratégica e robusta do grupo. A equipe conta ainda com o diretor comercial Tarcísio Mainardi e o gerente Klayton Cavalcanti.
TN na Copa
O Sistema Tribuna consolidou o sucesso do TN na Copa, a cobertura exclusiva do mundial, diretamente do espaço Ginga, no rooftop da Arena das Dunas. O público acompanha de perto as transmissões e a Resenha TN na Copa. A cada edição, o evento promove interação com os torcedores, que participam ativamente de entrevistas pré e pós-jogos. A estrutura simula o conforto de uma sala de estar com temática esportiva, integrando a equipe e os visitantes. Os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla. Os detalhes da cobertura e as galerias de fotos do evento podem ser acessados no portal da Tribuna do Norte.
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