O futebol praticado por jogadores amadores pode causar lesões que afetam principalmente os membros inferiores. Entre elas, as mais frequentes são entorse de tornozelo, lesões musculares na parte posterior da coxa, contusões e traumas no joelho.
As lesões estão atreladas principalmente às pessoas que ficam sedentárias ao longo da semana e, nos dias que jogam futebol, concentram um esforço intenso em uma partida única.
A combinação da falta de condicionamento dos “atletas de fim de semana” com aquecimento insuficiente, poucas horas de sono e até mesmo consumo de álcool antes da partida auxilia na facilidade de se lesionar.
Outro fator que influencia o risco de lesões é a escolha dos equipamentos que serão utilizados. Chuteiras inadequadas e campos em más condições impactam diretamente na segurança do jogador amador, aumentando o risco de quedas, torções e lesões ligamentares.
Segundo especialistas, entre todas as ocorrências relacionadas ao esporte recreativo, as lesões no joelho são as mais preocupantes, podendo exigir cirurgia, como no caso da LCA (ruptura do ligamento cruzado anterior), que requer até mesmo um período de mais de nova meses de recuperação.
O ortopedista e traumatologista do Hospital Regina, Dr. Luis Marcelo Muller, explica que lesões no joelho precisam de mais atenção pois “podem gerar instabilidade articular, limitar a prática esportiva e favorecer o desenvolvimento precoce de artrose quando não tratadas adequadamente.”
Quando parar?
É orientado que, ao sofrer uma lesão, interrompa a atividade e tome medidas básicas de primeiros socorros. Uma alternativa é adotar o protocolo PRICE (proteção, repouso, gelo, compressão e elevação do membro afetado), que ajuda a controlar a dor e o inchaço nas primeiras horas.
Contudo, em situações que envolvam incapacidade de caminhar, deformidades, instabilidade articular ou dor intensa, é necessário uma avaliação médica imediata.
Como evitar as lesões
Os danos em uma partida social podem ser evitados de maneira simples, com aquecimento 15 minutos antes da atividade, realizar exercícios físicos regularmente, fortalecimentos muscular, manter-se hidratado e descansar por períodos suficientes.
O ortopedista do Hospital Santa Catarina – Paulista, Emerson Garms, sugere retomar o contato com a bola aos poucos. “Começar com controle de bola, dribles e chutes a gol. Depois, iniciar jogos de pequenas durações e, assim, evoluir progressivamente. Para evitar lesões, é essencial adequar intensidade e regularidade nesse início”, orienta.

