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O ultimato dos ucranianos a Zelensky em meio a protestos por demissão de ministro

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A demissão do ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, na semana passada desencadeou uma onda de protestos em diversas cidades do país. Na segunda-feira 20, os organizadores dos atos deram um ultimato ao presidente Volodymyr Zelensky, ameaçando iniciar paralisações massivas e por tempo indeterminado caso suas exigências, como a renúncia do líder das Forças Armadas e a recontratação de Fedorov, não sejam atendidas até esta sexta-feira.

“Se, até sexta-feira, 24 de julho, (o comandante-em-chefe Oleksandr) Syrskyi não tiver sido demitido e Federov não tiver sido nomeado para o cargo de Ministro da Defesa começaremos um protesto nacional aberto”, escreveu o veterano do exército Dmytro Koziatynsky em um post no Instagram.

Em declaração conjunta, os coordenadores das manifestações em diferentes cidades divulgaram um calendário prevendo uma última ação pública nesta segunda-feira, seguida de uma pausa entre terça e quinta-feira para aguardar uma resposta do governo. Caso as reivindicações sejam ignoradas, os atos serão retomados de forma permanente.

Enquanto o drama político se desenrola, a Rússia promoveu novos ataques contra instalações portuárias na região de Odessa, principal terminal exportador de grãos da Ucrânia, nesta terça-feira. Segundo o Kremlin, os bombardeios continuarão contra navios que abastecem as forças de Zelenski, mas infraestrutura civil está sendo destruída no processo.

Quem é Fedorov

Fedorov, de 35 anos, ocupava o cargo desde janeiro e ganhou prestígio por acelerar reformas no Ministério da Defesa, ampliar o uso de tecnologia no campo de batalha e intensificar ações de combate à corrupção. Ex-ministro da Transformação Digital, ele liderou iniciativas como o programa “Exército de Drones”, que incentivou o desenvolvimento de sistemas não tripulados.

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A saída do ministro também provocou reações dentro das Forças Armadas. O vice-comandante da Força Aérea, Pavlo Yelizarov, anunciou sua renúncia em protesto, classificando a exoneração como “um grande mal para a capacidade de defesa do país”.

Koziatynskyi, por sua vez, afirmou nas redes sociais que a substituição ocorre justamente quando as reformas na Defesa começavam a produzir resultados positivos. “Nunca derrotaremos a Rússia enquanto a estagnação e a corrupção continuarem governando nosso Exército e nossos ministérios”, escreveu.

Após a tensão entre Fedorov e o comandante das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi, ser apontada como o principal motivo para a demissão, o ex-ministro confirmou que havia divergências com o militar.

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“Quando o presidente disse que não pretendia substituir Syrskyi, respondi que aprenderia a trabalhar com ele”, afirmou ele em entrevista coletiva. “Mas todas as iniciativas que propusemos foram bloqueadas.” 

Em meio a uma enxurda de rumores, o Estado-maior ucraniano negou relatos de que Syrskyi estava prestes a ser demitido. 

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