Redação Tribuna do Norte
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00h12

O narrador do SBT, Tiago Leifert, narrou o segundo gol da Argentina contra a Áustria, sugerindo que no futuro das reprises os estudiosos do futebol perguntarão como a bola foi encontrar Messi na lateral do campo vazio, isolado como único argentino que não estava no combate ao ataque adversário.
Já era o final do jogo e a Áustria havia esgotado todos os recursos táticos, técnicos e físicos na tentativa de empatar a partida, sem no entanto ter feito uma única grande ameaça ao goleiro Dibu Martinez. O gênio de Rosário deixou a cena pronta para Julian Álvarez fazer o gol, mas foi ele quem definiu.
Mas lá nas arquibancadas do Dallas Stadium e nas ruas de toda a Argentina, os milhões de argentinos sentiram uma forte suspeita de onde vieram as condições para que a bola se oferecesse duas vezes para o camisa 10.
Afinal o calendário mostrava 22 de junho, o mesmo dia em que 40 anos atrás um outro camisa 10 lendário reescreveu a história do futebol com dois emblemáticos gols nas quartas de final da Copa de 1986, contra a Inglaterra.
Sim, o estádio do Texas foi transportado para o Azteca, naquele dia em que Diego Maradona deu duas pinceladas de eternidade para pintar uma epopeia que transcendeu o esporte – senão criado, fundado pelo povo britânico.
Desde o domingo, os barulhentos torcedores da albiceleste já estavam festejando a efeméride mágica do gol com a “mão de Deus” e do gol consagrado como o mais belo da história, a sinfonia saída dos pés de Diego.
No primeiro, o gesto de Maradona foi de audácia travestida de milagre; a bola desviada num toque proibido que se tornou sagrado, como se o próprio Olimpo dos deuses do futebol tivesse decidido intervir. E quem dirá que não foi?
O segundo gol, minutos depois, foi a dança perfeita, um tango divino; o chamado Gol do Século, ele atravessando o campo como um herói possuído por furacões, deixando os ingleses para trás, incapazes de deter o destino.
A Argentina é terra fértil de gênios, viu nascer uma linhagem que forma uma tríade sagrada: Di Stéfano, o pioneiro que abriu caminhos; Maradona, o demiurgo que incendiou corações; e agora Messi, que não cabem adjetivos.
Nesta Era Messi, o mito se renova, o que era lembrança tornou-se legado, e o que era sonho tornou-se realidade. O reino dos deuses do futebol está completo, e a data de 22 de junho se estabelece como um altar de memória.
O que aconteceu nos dois gols de Messi, dando-lhe mais um recorde na coleção abarrotada de fatos extraordinários, foi astúcia divina disfarçada de travessura humana. O povo argentino viu Maradona servindo o novo herói.
Lionel Messi é um gênio em estado bruto e um artilheiro lapidado pelo talento nato; é a vontade de jogar transformada em movimento. E a Argentina inteira já sabe desde ontem que dentro dele correm três magos em um único homem.
Master Chefe
O nome do famoso programa gastronômico da Band está nas redes, anexado à imagem do Stalinácio depois que vazaram conversas do Vorcaro tratando Jaques Wagner como o canal de acesso ao chefão do Palácio do Planalto.
Explícito
Quem reapareceu na cena foi José Genoíno, dizendo no programa 247, em resposta ao Fernando Horta, que Jaques Wagner tem que deixar a liderança do governo para blindar Lula. E reconheceu que Vorcaro mandou na Bahia.
Renúncia
O professor de ciências políticas e de marketing Rodrigo Lima, candidato a deputado federal na Paraíba, postou: “Lula desiste em agosto. Salvem essa postagem. Salvem. Ele tem dois motivos pra isso, não tem pra onde correr”.
Tribunal
As manifestações em favor da nomeação do juiz Henrique Baltazar como desembargador no TJRN ganhou um reforço com argumentos duros e graves. O deputado Sargento Gonçalves sugere ingerências suspeitas e externas.
Senado
Há um movimento interno no PT local exigindo um quadro do partido como suplente de Rafael Motta (PSB), que em princípio contaria com Jean-Paul Prates (PDT). A companheirada pressiona em favor do nome de Eraldo Paiva.
Direita
Poucas semanas após a candidata Keiko Fujimori superar a esquerda no Peru, o candidato Abelardo de la Espriella derrota o candidato do narcoestado na Colômbia. É a onda conservadora derrubando a facção Foro de São Paulo.
No Bosque
Usuários do Bosque dos Namorados estão indignados com a situação dos banheiros do local que recebe centenas de pessoas por dia. Os equipamentos quebrados, sujeira, falta de papel… Cadê o dinheiro cobrado pelo Idema?
Repeteco
Os 3 a 0 sobre o Haiti me pareceram uma reprise da Copa de 1974, eu com 15 anos torcendo pelo sucesso de Marinho Chagas. Lembrei do mesmo placar no Zaire, o limite mínimo que garantiu a classificação, e depois morreu na praia.
Jovem FC
O garoto Lamine Yamal superou lendas da bola no tempo de jogo para estabelecer o primeiro gol em copas, aos 30 minutos. Pelé levou 66, Messi 88, Ronaldo 99, MBappé 124, Cristiano Ronaldo 140 e Maradona 147 minutos.
Casemiro
Do volante da seleção brasileira, explicando o novo contrato com o Inter de Miami: “É simples, eu tinha alcançado tudo na minha carreira esportiva. Só me restava jogar ao lado do melhor jogador de todos os tempos, Lionel Messi”.
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