InícioOpiniãoO Brasil tem quase um time inteiro de “Ronaldinhos dos negócios”

O Brasil tem quase um time inteiro de “Ronaldinhos dos negócios”

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Tem muito “Ronaldinho dos negócios” por aí. Eles formam um time que não para de crescer. O original é Fábio Luiz Lula da Silva, filho do Lula. Em 2006, quando indagado sobre o enriquecimento repentino do rapaz, que até 2003 era monitor do Zoológico de São Paulo, o atual ocupante do Palácio do Planalto veio com essa: “Que culpa eu tenho se meu filho é o ‘Ronaldinho dos negócios’?” Certamente, num torneio para a definição do maior cara de pau do mundo, Lula seria imbatível. Pois, seguindo na analogia futebolística feita por ele para aliviar o filho, ninguém consegue explicar por que o Lulinha nunca “jogou bola nas categorias de base”… O sucesso “empresarial” do moço, agora suspeito de envolvimento no roubo a aposentados e pensionistas do INSS, veio apenas quando o pai assumiu a presidência do “time”, digo, do Brasil.

É uma história envolta em graves suspeitas de falcatrua – e, claro, muito tapetão. A Gamecorp, empresa criada por Lulinha com capital inicial de apenas R$ 10 mil, recebeu um aporte milionário da Telemar, depois transformada em Oi. Não por acaso, a operadora de telefonia foi beneficiada por medidas apoiadas por Lula em seu primeiro mandato. E quem Lulinha – que hoje, estrategicamente, vive na Espanha – escolheu como seu contador? João Muniz Leite, um sujeito que “ganhou” 640 vezes em loterias federais – Lotofácil, Mega-Sena e Quina – e admitiu em depoimento ter trabalhado para o narcotráfico e movimentado milhões de reais. Tem mais: investigadores da Polícia Federal e do Ministério Público identificaram que a Gamecorp e outras empresas do Lulinha e o escritório do contador tinham o mesmo endereço.

A tática dos nossos “Ronaldinhos dos negócios” é baseada no tráfico de influência, no lobby, na tabelinha com o poder público

Outro “Ronaldinho dos negócios” é Francisco Shertel Ferreira Mendes, filho do ministro do STF Gilmar Mendes. Esse está verdadeiramente metido nos negócios do futebol, aqueles mais rasteiros… Chico Mendes está à frente hoje do grupo que dá as cartas na Confederação Brasileira de Futebol. Ele é diretor-geral do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, criado pelo pai, que mantém contrato com a CBF Academy, braço da confederação para cursos. O IDP é responsável por toda a parte acadêmica e fica com 84% da receita gerada. O filho do Gilmar tem tanto poder na entidade máxima do nosso futebol que pôde indicar vários dirigentes da CBF: o diretor financeiro, o diretor jurídico e até o vice-presidente da confederação. O grupo chefiado por Chico Mendes é conhecido como “a turma de Brasília” e está de olho na presidência da CBF. O filho do Gilmar, claro, assumiria de fato o comando.