Se você está com vontade de um bom filme de ação, Keanu Reeves vai satisfazer você com uma obra subestimada que passou despercebida! Disponível no Prime Video.
Não, Keanu Reeves não é só Matrix ou John Wick! Em 2014, a estrela nos levava a uma imersão no coração do Japão feudal em 47 Ronins, um filme de ação subestimado que vale muito a pena ver. Lançado em 2014, o longa foi um fracasso comercial, arrecadando 151 milhões de dólares no mundo todo, para um orçamento estimado de 175 milhões.
47 Ronins mergulha no Japão feudal
Mesmo que esta obra assinada por Carl Rinsch não seja isenta de defeitos, a narrativa e a presença no elenco de Keanu Reeves e Hiroyuki Sanada são suficientes para nos cativar até o fim. A história apresenta 47 samurais que se tornaram ronins. Após o assassinato de seu mestre por um impiedoso senhor da guerra e o exílio de seu clã, eles juram vingar sua morte e restaurar a honra dos seus.
Dispersados pelos quatro cantos do país e privados de qualquer referência, eles não têm outra escolha senão buscar a ajuda de Kai, um mestiço que haviam rejeitado no passado. Juntos, embarcam em uma jornada perigosa por um mundo selvagem habitado por criaturas mitológicas, feitiços obscuros e perigos mortais.
Ao longo dessa aventura, Kai, por muito tempo considerado um pária, revela-se seu aliado mais precioso. De simples escravo rejeitado, ele se tornará o herói capaz de unir esses guerreiros rebeldes e conduzi-los a um destino lendário.
Universal Pictures
A lenda ganha vida
47 Ronins se inspira em uma antiga lenda japonesa, que por sua vez é baseada em fatos reais. Em 1701, Asano Naganori foi condenado ao seppuku (sacrifício ritual entre os samurais) por ter ferido o mestre de cerimônias do xogum Yoshinaka Kira.
Na sequência desse evento, os 47 samurais que serviam a Asano decidiram se vingar. Dois anos após a morte de seu senhor, em 1703, eles executaram sua vingança e deceparam a cabeça de Kira. Após consumado o ato, se entregaram, foram condenados à morte (por seppuku) e enterrados ao lado de seu senhor.
Vale destacar que a história dos 47 Ronins é uma das mais célebres de todo o Japão. Adaptada inúmeras vezes para o cinema, mas também para o kabuki e para séries televisivas, a narrativa lendária chegou às telas pela primeira vez entre 1910 e 1917 (a data é incerta), por Matsunosuke Onoe.
Seria preciso, porém, esperar até 1962 e a adaptação de Hiroshi Inagaki, Os Vingadores, para que ela fosse descoberta pelo público ocidental, sobretudo graças a Toshiro Mifune, já conhecido do público por seus papéis recorrentes nos filmes de Akira Kurosawa.
Alguns grandes diretores também se aventuraram pelo mito, entre eles Kenji Mizoguchi (versão de 1941), Kon Ichikawa (versão de 1994), Kinji Fukasaku (outra versão de 1994) e John Frankenheimer (versão de 1998).
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Keanu, o GOAT
Para esta versão modernizada, os roteiristas Chris Morgan e Hossein Amini, assim como o diretor Carl Rinsch, logo pensaram em Keanu Reeves para interpretar Kai. Contactado dois anos antes do início das filmagens, ele participou da elaboração do roteiro antes mesmo de conhecer o cineasta.
Seu papel de colaborador foi essencial, visto que Kai é um personagem novo na lenda dos 47 Ronins. Personagem original do filme, ele faz a ponte entre o fantástico e a realidade. Com sua experiência acumulada após a trilogia Matrix, e antes de se tornar a estrela da franquia John Wick, o ator se destacou neste filme de ação subestimado, que realmente merece ser visto.
Se você quer uma boa dose de adrenalina na companhia de Keanu Reeves, corra para o Prime Video!

