Redação Tribuna do Norte
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00h11


Tão bom o mundo fosse decidido por homens iguais a Messi. Assembleias, conspirações, guerras, reuniões confusas de pauta , o excedente da burrice seria jogado direto da lata de lixo atrás do gol contrário ao que a Pulga fosse atacar.
Hoje, tempo de rara alegria, estou com Messi, maior artilheiro em Copas, porque consumo cada gota da felicidade que só ele me dá. Quero vê-lo perpétuo enquanto durar, menino aos 38 anos, em amores febris com a gordinha, o que significa a repetição Michelângela em campo do que se fez na Capela Sistina.
Queria agradecer a Messi por cada verso em criação canhota desde que o acompanha, pelos idos distantes de 2006, ele nanico a entrar no segundo tempo pelo Barcelona e partir como locomotiva de ferrovia europeia costurando o que ousasse aparecer à frente.
Faz tempo que sou Messi, com ênfase no patriotismo granadeiro do Brasil ao fazer mal a Neymar, ousando compará-lo ao argentino. Foi um crime contra Neymar que, vaidoso, se deixou levar pelos leões dos dinheiros sujos boleiros e acreditou que, sim, pudesse ele, o craque mirrado do Santos, amarrar algum cadarço da chuteira do argentino criado nas ruas de Rosário sempre com lances de Maradona no coração e na criação.
Sobretudo a Globo, à época Rede Galvão de Televisão, atrasou em uma década a vida de Neymar, inegavelmente talentoso, menos, bem menos, por exemplo, do que Ronaldinho Gaúcho. Foi o Gaúcho quem passou a camisa 10 do Barcelona a Messi e percebeu que ele mesmo nunca seria páreo para o garoto de olhar no infinito e drible de fazer e parar conflitos internacionais.
Para o futebol-arte, a vitória de Messi terá a magia de uma coroação. Messi representará diversos gênios que, na hora final, sucumbiram a armadilhas que este ano o camisa 10 Hermano(ou será do Mundo), desarmou balançando a cintura ou colocando sutilmente a gordinha por entre as pernas dos pseudo marcadores.
Começo por Zizinho, o melhor jogador do Brasil derrotado pelo Uruguai no Maracanã em 1950, de virada, por 2×1, resultado que transformou o estádio em mausoléu e o país em cemitérios góticos ocupando o lugar do que seriam lares. Zizinho merecia e não levou a Copa de 1950. Quero Messi eterno por Zizinho.
Quatro anos depois, a Máquina Magiar da Hungria, liquidificador de jogar futebol destroçou a Alemanha na primeira fase por 8×3 sem notar que eram reservas os chcrutes e, na decisão, sucumbiu por 3×2. Quero Messi imarcável pelo húngaro Puskas, o Galopante.
Pelé entrou em cena e reescreveu o roteiro. Das quatro Copas, ganhou três e perdeu uma pela politicagem escrota da então CBD, madrasta da CBF. Em 1966, quem merecia era o moçambicano Eusébio, da seleção portuguesa, terceiro lugar porque teve de enfrentar nas semifinais os ingleses para quem o torneio estava destinado antes de começar.
Em 1970, jogou o melhor time de futebol de todos os tempos em miscelânea com o de 1958. Do meio para frente, Romário, por vontade de Tostão, ocuparia o lugar de Tostão e Messi revezaria com Jairzinho e Rivelino. Poderia ser 8×1 e não 4×1 sobre a Italia, Pelé e Messi juntos. Messi com Cruijjff teria resolvido a injustiça de 1974 porque, na decisão, Messi transformaria em pó de mico o troncudo lateral-direito Vogts.
A Argentina campeã na marra, na porrada, na tortura, na corrupção nunca será a liberdade igual a sinônimo de Messi. Mas, com ele, em 1982, fosse no lugar de Cerezo, ou no de Serginho Chulapa, a Itália teria levado olé à espanhola.
Em 1986, nada a fazer. Maradona estava pleno e imarcável. Seu futebol espetacular encantou e hipnotizou a todos, nos estádios ou diante de agora decadentes aparelhos de TV. Messi teria salvo até o deplorável Lazaroni, fazendo dupla de área com Careca e, do nosso lado, encararia o cansado e ainda endiabrado Maradona no jogo da eliminação.
A partir de 2006, as copas foram de Messi, tendo ele vencido, perdido, sido injustiçado ficando no banco. Agora, ele incorporou a força dos deuses gregos, a magia do drible de Garrincha e a sua luz pura, radiosa como o solda meia-noite, exibindo aquilo que parecia esquecido nalguma gaveta corrupta da Fifa.
Quero Messi leve no vento. Não discuto, agora, outra possibilidade. Para enxugar cada sujeira que contaminou o universo do futebol. Só ele é capaz de nos redimir, nós, os mendigos do drible inventados por Eduardo Galeano.
Que fique claro: não sou Argentina, sou Messi. A bola, por exemplo, usa gomos reservas em azul, branco e detalhes negros. Para arrastar Pleonasmo Messi pelas mãos, deitá-lo e enchê-lo de sexo ardente, amor de recompensa.
Haiti
É hoje que o Brasil pega o humorístico Haiti em jogo agora duro. O Brasil enfiou 8×1 em amistoso alguns anos atrás, quando jogavam os Ronaldos, Kaká e Adriano, mas esse tempo acabou. O Haiti, tido pato morto, perdeu por 1×0 da Escócia.
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