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Menino de 3 anos morre após ser espancado por não dar “bom dia” ao pai

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Redação Tribuna do Norte




11h32

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Um menino de 3 anos morreu após ser agredido pelo próprio pai em Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Civil, o homem, um missionário norte-americano de 33 anos, confessou o crime e afirmou, em depoimento, que agrediu a criança porque ela não lhe deu “bom dia”.

A criança, identificada como Oliver Golden Grayson, estava internada em estado gravíssimo na UTI pediátrica do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre. A morte foi confirmada pela Polícia Civil na madrugada desta quinta-feira (9). O pai, Dandre Jermaine Grayson, está preso preventivamente desde domingo (5).

De acordo com a investigação, o caso ocorreu na manhã de domingo, na residência da família, no distrito de Águas Claras. O homem relatou ter desferido socos no peito e no abdômen da criança, além de ter batido a cabeça do menino contra o chão. Após as agressões, o próprio pai levou o menino ao hospital em Viamão. Diante da gravidade do quadro, a criança foi transferida para Porto Alegre.

A equipe médica acionou a Polícia Militar após constatar múltiplas lesões. O homem foi preso em flagrante no hospital. Na segunda-feira (6), durante audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.

Segundo a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, responsável pela investigação, há indícios de um contexto de violência familiar continuada. A Polícia Civil informou que registros em pelo menos outros dois estados indicam que três dos demais filhos do casal, de 5, 7 e 9 anos, também podem ter sido vítimas de agressões semelhantes. A situação de um bebê de 1 ano ainda é apurada.

Por determinação do Conselho Tutelar, os outros quatro filhos do casal foram encaminhados para acolhimento institucional. A investigação também apura possíveis episódios de violência doméstica contra a esposa do missionário, e a polícia solicitou medida protetiva para a mulher.

A família vive no Brasil há nove anos e havia se mudado para Viamão há cerca de seis meses. A Polícia Federal confirmou que a situação migratória do homem no país é regular.

Com informações da RBS TV

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