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Israel voltou a subir o tom contra o Irã nesta quinta-feira, 9. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que o país está preparado para lançar uma nova ofensiva militar contra Teerã caso considere necessário e prometeu agir “com ainda mais força” em uma eventual escalada do conflito.
“O Exército está pronto e em alerta para retomar os combates, restabelecer a superioridade aérea e atacar novamente o Irã, eliminando as ameaças, pela terceira vez, se for preciso”, disse Katz durante uma cerimônia militar. “Se tivermos que fazer isso novamente, faremos, e com ainda mais força”, acrescentou.
A declaração ocorre em meio à retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã, poucas semanas após um acordo de cessar-fogo firmado em 17 de junho.
Nesta quinta-feira, forças americanas bombardearam o entorno da usina nuclear de Bushehr — a única central nuclear civil iraniana — e outros alvos militares, segundo autoridades dos dois países.
O governo iraniano classificou os ataques americanos como um “crime flagrante de guerra” e anunciou novas medidas de represália. Segundo Teerã, drones e mísseis foram lançados contra instalações ligadas aos Estados Unidos no Kuwait, Bahrein e Catar. A Jordânia, outro aliado de Washington na região, informou ter interceptado projéteis disparados a partir do território iraniano.
Além da resposta militar, o Irã voltou a ameaçar cobrar pedágio das embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte de petróleo no planeta.
Os novos confrontos ocorrem no mesmo dia em que o país enterrou o líder supremo Ali Khamenei, morto no início da guerra. Milhares de pessoas participaram das cerimônias em Mashhad, onde manifestantes pediram vingança contra Estados Unidos e Israel.
Apesar da ofensiva iraniana, autoridades americanas minimizaram seus efeitos. Um alto funcionário do Departamento de Defesa americano afirmou à agência de notícias AFP que os mísseis e drones disparados por Teerã foram interceptados ou não provocaram danos significativos às forças americanas na região.
Segundo o oficial, que falou sob condição de anonimato, nenhum militar dos Estados Unidos ficou ferido durante os ataques.

