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Irã ‘implora todos os dias por um acordo’ e pagará preço ‘cada vez mais alto’, diz Rubio

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O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta quinta-feira, 23, que o Irã “implora todos os dias” por um acordo com Washington, mas que, no fundo, não tem intenção séria de firmá-lo. Por isso, segundo disse a repórteres às margens da conferência da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) em Manila, Filipinas, Teerã “continuará pagando um preço” que ficará “cada vez mais alto”.

Questionado se o presidente Donald Trump pretendia cumprir sua ameaça de atacar pontes e usinas de energia iranianas — e se isso significava bombardear infraestrutura civil, o que analistas avaliam que pode configurar crime de guerra, Rubio rebateu: “O Irã está nos implorando, certo? Tanto direta quanto indiretamente. ‘Vamos fazer um acordo. Vamos conversar. Vamos conversar.’ O Irã está implorando todos os dias (por um acordo).”

Ele continuou: “O problema com o Irã é que, toda vez que fazem um acordo, as pessoas que estão no comando lá ou o rompem ou querem mudá-lo. Então, parece que não estão prontos para fazer um acordo. Portanto, continuarão pagando um preço.”

O secretário de Estado foi além, garantindo que o preço que o Irã pagará “continuará aumentando a cada noite até que eles caiam em si”.

“Lunáticos”

Outro repórter perguntou se Rubio achava que seria mais fácil chegar a um entendimento com o regime dos aiatolás se os Estados Unidos não tivessem eliminado tantas camadas de sua liderança — nos primeiros bombardeios, em fevereiro, o então líder supremo Ali Khamenei foi morto juntamente com cerca de cinquenta líderes de alto escalão, incluindo a alta cúpula de segurança, membros de sua família e de seu círculo próximo.

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Ele respondeu que as figuras que perderam a vida nos primeiros dias da guerra “não eram necessariamente as pessoas mais simpáticas da Terra”. “Alguns são lunáticos, alguns são malignos. Outros são lunáticos malignos”, afirmou, acrescentando que “vamos apenas continuar descendo pelas camadas”.

Volta da guerra?

As declarações do chefe da diplomacia de Donald Trump vieram depois das forças armadas dos Estados Unidos anunciarem ter realizado, na véspera, a 12ª noite consecutiva de ataques contra a nação persa.

De acordo com o Comando Central do Exército americano (Centcom), alvos militares foram atingidos para reduzir a capacidade do Exército e da Guarda Revolucionária Islâmica de atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz — o Irã tem atacado petroleiros que tentam transitar pelo estreito próximo à costa de Omã, buscando obrigá-los a se aproximar das águas iranianas e pagar um pedágio pela passagem segura. A televisão estatal iraniana informou que duas pessoas morreram e 11 ficaram feridas no que uma autoridade da província do Cuzistão descreveu como um ataque com mísseis à passagem de fronteira de Shalamcheh, na divisa com o Iraque.

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A Guarda Revolucionária afirmou, nesta quinta-feira, que impediu a passagem de três navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz. Em paralelo, os rebeldes hutis do Iêmen, financiados pelo Irã, afirmaram ter atacado dois petroleiros da Arábia Saudita no Mar Vermelho — uma escalada que, segundo autoridades americanas, poderia ampliar significativamente o conflito entre Washington e Teerã. Os hutis ameaçaram fechar outro estreito, o de Bab al-Mandab Strait, outra importante rota marítima para o transporte de petróleo.

Além disso, a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou na quarta-feira 22 um orçamento anual de defesa que autorizaria um financiamento recorde de US$ 1,15 trilhão (R$ 5,82 trilhões) para o Pentágono, enquanto a guerra com o Irã se arrasta. O projeto de lei, que ainda precisa da aprovação do Senado, concede cerca de US$ 250 bilhões a mais do que o pacote de 2026, incluindo um aumento salarial de 5% a 7% para os membros do serviço.

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