Evelyne dos Santos Gonçalves, uma das investigadas pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis (SP), afirmou em depoimento à Polícia Civil que não participava diretamente da execução dos saltos por receio da atividade.
Evelyne dos Santos Gonçalves apontada como uma das responsáveis pelo rope jump (Foto: reprodução)
De acordo com as declarações prestadas às autoridades, ela praticava o esporte havia cerca de um ano e meio, mas sua atuação nos eventos se limitava ao atendimento dos participantes. Entre as funções exercidas por ela estavam o recebimento dos inscritos, a realização dos cadastros e a organização da fila para os saltos.
Evelyne foi presa temporariamente no último sábado (20), dias após o acidente que resultou na morte de Maria Eduarda. Também foram detidos João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, que igualmente são alvos das investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Veja o depoimento da investigada:
Inicialmente, a Justiça havia autorizado a prisão temporária dos três suspeitos por cinco dias. No entanto, diante do andamento das apurações, os investigadores solicitaram a ampliação do prazo para 30 dias. O pedido foi encaminhado nesta terça-feira (23) e aguarda decisão judicial.
Queda de aproximadamente 30 metros
A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas segue sendo investigada pelas autoridades após o acidente registrado na Ponte do Esqueleto. A jovem perdeu a vida depois de despencar de uma altura estimada em cerca de 30 metros durante uma atividade de rope jump, sem estar conectada ao equipamento de segurança necessário para o salto.
O impacto da queda provocou múltiplas lesões graves, resultando na morte da vítima. Durante as investigações, três homens foram presos e autuados em flagrante. São eles Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos.
Veja o momento da queda:
Os suspeitos aparecem nas gravações que circulam nas redes sociais, registrando o momento em que Maria Eduarda é levantada pelos organizadores e lançada da estrutura.
Após serem apresentados à Justiça em audiência de custódia, os três tiveram a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva, permanecendo à disposição das autoridades enquanto o caso segue sob apuração.
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Quem era Maria Eduarda
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, residia em Jandira, na Grande São Paulo, e mantinha uma forte ligação com o universo esportivo. Em suas redes sociais, ela informava possuir formação nas áreas de Educação Física e Gestão Esportiva, além de compartilhar frequentemente conteúdos relacionados a atividades físicas, exercícios e hábitos de treino.
A jovem trabalhava em uma academia da cidade onde morava. Após a confirmação de sua morte, a empresa divulgou uma nota de pesar manifestando solidariedade aos familiares, amigos e colegas diante da perda.
Maria Eduarda (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Horas antes do acidente, Maria Eduarda publicou registros do passeio que culminaria na tragédia. Entre fotos e vídeos compartilhados com seguidores, uma das postagens mostrava a Ponte do Esqueleto, local onde aconteceria o salto. Na legenda, ela fez um comentário descontraído sobre a experiência que estava prestes a viver.
As investigações também apontam que a jovem utilizava uma câmera de ação no momento da atividade. Segundo informações registradas pelas autoridades, o equipamento estava preso ao corpo da vítima para registrar imagens do salto, mas não foi encontrado após o acidente.
O desaparecimento da câmera passou a integrar os elementos analisados pela Polícia Civil durante a apuração do caso.
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