A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) vai decidir, no fim deste mês, se o movimento Legendários — que se apresenta como uma iniciativa para “restaurar o verdadeiro potencial masculino” — pode ser considerado incompatível com os princípios doutrinários da denominação. A discussão está prevista para ocorrer durante o Supremo Concílio, que começa no próximo domingo (26).
A análise será baseada em um parecer elaborado pelo Sínodo do Tocantins. O texto recomenda que integrantes da IPB, entre eles pastores, presbíteros e diáconos, deixem de participar ou incentivar o Legendários. As informações são da Folha de S. Paulo.
Na avaliação dos autores do documento, o programa contraria a tradição reformada das igrejas protestantes ao adotar métodos ligados ao coaching. O parecer sustenta que essa abordagem relativiza a suficiência das Escrituras e da obra de Jesus Cristo.
Caso seja aprovado pelo Supremo Concílio, o documento servirá como orientação oficial para toda a Igreja Presbiteriana do Brasil. Além disso, poderá subsidiar os conselhos regionais na análise da situação de membros que optarem por permanecer vinculados ao movimento. O texto prevê a adoção de “vigilância pastoral” e, quando necessário, a iniciativa de “orientar, em amor, os irmãos que tenham aderido a tais movimentos”.

