O humorista Waldemar Neto Lobo Melo do Carmo, conhecido nacionalmente como Seu Waldemar, foi preso nesta terça-feira (23) em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, cidade localizada na fronteira com o Brasil. Após a detenção pelas autoridades paraguaias, ele será expulso do país e entregue à Polícia Federal brasileira.
Foto: Reprodução/Instagram-Seu Waldemar
Na sequência, o ex-apresentador ficará sob responsabilidade da Polícia Civil de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul.
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Mandado estava em aberto desde 2025
Waldemar era considerado foragido da Justiça em razão de um mandado de prisão expedido em novembro de 2025 por atraso no pagamento de pensão alimentícia.
Segundo informações divulgadas anteriormente pela advogada da mãe da criança, Flávia Aragão, a dívida acumulada chegava a aproximadamente R$ 20.621. O valor se refere a parcelas de pensão que deixaram de ser pagas ao longo dos últimos meses.
A defesa do humorista afirmou que ele enfrentava dificuldades financeiras desde que deixou de atuar como apresentador de televisão, situação que teria comprometido sua capacidade de manter os pagamentos mensais, estimados em cerca de R$ 2 mil, além de outras despesas relacionadas ao filho.
Vida no Paraguai
Enquanto o mandado de prisão permanecia em aberto, Seu Waldemar vivia no Paraguai, onde cursava medicina na Universidad Sudamericana.
Nas redes sociais, o humorista compartilhava parte da rotina acadêmica, publicando conteúdos sobre estudos, preparação para provas e dicas para brasileiros interessados em ingressar em faculdades de medicina no país vizinho.
A permanência dele no Paraguai chamou atenção após a divulgação do mandado de prisão, já que continuava publicando vídeos regularmente enquanto seguia fora do Brasil.
Relação com o filho
Em entrevista concedida no início deste ano, Sami Moura, mãe da criança, afirmou que Waldemar tinha pouca participação na criação do filho e que, em algumas ocasiões, apenas buscava a criança para deixá-la na residência da avó paterna.
Já a defesa do humorista contestou essa versão e afirmou que o afastamento ocorreu por questões familiares, mas que pai e filho mantinham contato frequente.
Segundo o advogado Rumennigge Pires Dietz, os dois conversavam semanalmente e vinham retomando a convivência nos últimos meses.
Próximos passos
Após ser entregue às autoridades brasileiras, Waldemar deverá passar pelos procedimentos legais relacionados ao cumprimento do mandado de prisão por dívida alimentícia. O caso seguirá sendo acompanhado pela Justiça responsável pelo processo.
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