Redação Tribuna do Norte
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01h07
O movimento modernista brasileiro teve intensas articulações. No Sudeste os protagonistas atuaram em frentes artísticas e intelectuais sobretudo no terreno das artes visuais, música e literatura. Sobressaíram Tarsila do Amaral, Villa-Lobos, Mário, Oswald e C. Drummond de Andrade… essa configuração elevou o contexto a extratos imprescindíveis no campo teórico-criativo gerando estudos e fértil inventividade a marcar o período.
A interpretação do pensamento social brasileiro acontecia via Paulo Prado -Retrato do Brasil: ensaio sobre a tristeza brasileira /1928-; Gilberto Freyre -Casa-Grande & Senzala/1933 e em Sérgio Buarque de Holanda -Raízes do Brasil /1936-. Mais a frente aparece Caio Prado Júnior -Formação do Brasil Contemporâneo/1942-. Respectivamente, abordando melancolia coletiva, mestiçagem e patriarcalismo, personalismo e o homem cordial mais o sentido da colonização econômica.
Passado mais de um século -Semana de Arte Moderna/1922- essas obras acenam ativas em referenciais. A grande sede foi gerar interpretações da evolução formativa nos capacitando ao diálogo interno e externo alcançando fronteiras de autonomias nos espaços das multiculturalidades. A abstração colonialista era ponto de partida. Os manifestos Pau-Brasil e antropofágico falam por si.
A abertura para as correntes identitárias resultantes do amálgama consolidado no decorrer de séculos -forjadas na nossa mistura- e a absorção inclusiva de forças vivas da cultura contemporânea em campos da filosofia, literariedade e arte de vanguardas históricas europeias, colaborou na efetivação da maturidade. Deslanchou do estrepitoso universo de articulações e comportamentos pontuais na história de conquistas culturais. Antes tarde do que nunca!
As contradições e direções continuam em processo depurativo. Dentre outros aspectos, ajudam a fixar o espaço teórico e ao mesmo tempo entender no vasto campo do contraditório a máxima oswaldiana da “contribuição milionária” de erros e erros depurados na linha do tempo.
Em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro grupos de artistas e intelectuais ativistas se articularam e irradiaram ideias para outras regiões. O presencial ocorria nos deslocamentos em viagens rodoferroviárias ou por navegação marítima. Na utilização das remessas postais de cartas, bilhetes e telegramas. Peças documentais essenciais para a memória elucidativa. Sobretudo ao longo da segunda e terceira década do século XX.
O modernismo repercutiu na região Nordeste. Recepção e produção de obras, ressaltando-se o saber produtivo representado por Manuel Bandeira e Jorge de Lima. Já Câmara Cascudo se categoriza na atividade intelectual nos anos de 1920 resultando em publicação de livros, participação em periódicos, além de uma importante produção epistolográfica. Editou o Livro de Poemas de Jorge Fernandes/1927.
O poeta de uma única obra determinante para a linguagem moderna em terras potiguares. O modernismo foi elite intelectual. A pós-modernidade abriu espaço acrescendo a periferia cultural.


