O governo brasileiro encerrou nesta terça-feira (21) as operações do hospital de campanha montado em La Guaira, na Venezuela, que prestava apoio aos atingidos pelos terremotos do fim de junho.
As aeronaves que foram buscar as estruturas no país vizinho também levaram uma nova leva de doações, incluindo vacinas, cestas básicas e ração. Equipes de bombeiros do Brasil que haviam sido mobilizadas para a região retornaram na semana passada.
Em nota, o governo Lula anunciou ter enviado 540 mil doses de vacina pentavalente, 48 mil doses de BCG e 102 mil doses de vacina tríplice viral, doadas pelo Ministério da Saúde.
Também foram enviadas 900 cestas básicas, de 21,5 kg cada, doadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Insumos médicos, itens de higiene pessoal e soros antiaracnídeos também estão na lista de envios.
Conforme o balanço da gestão brasileira, as equipes realizaram 2.695 atendimentos médicos desde o início da missão, em 29 de junho. Desses, foram 1.764 atendimentos em clínica geral em casos como cefaléia, hipertensão, náuseas e desidratação, além de 15 cirurgias e atendimentos nas áreas de ortopedia, pediatria e tratamento psicossocial em diagnósticos relacionados à saúde mental e estresse agudo.
No último dia 10 de julho, o presidente Lula conversou por telefone com a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, contato no qual reforçou que o Brasil manteria apoio ao país.
Na ligação, Delcy afirmou que o regime venezuelano se preparava para a reconstrução das áreas atingidas, com especial atenção à construção de moradias para as famílias que ficaram desabrigadas.
Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, registrados na Venezuela ocorreram com menos de um minuto de intervalo e foram sentidos na maior parte do país. A tragédia ocorreu em um contexto de forte crise política e econômica na região, após a captura do antigo líder, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.
Após a tragédia, o Brasil enviou aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira) com as equipes de resgate e os mantimentos. Um primeiro grupo de socorristas havia embarcado em 26 junho, composta por 11 bombeiros militares, dois médicos, um representante da Defesa Civil, além das cadelas de busca Malina e Kiara e de cinco toneladas de equipamentos.
O ministro da Defesa do governo Lula, José Múcio, foi ao território para tratar da situação com a líder venezuelana e reforçar o apoio.

