No último sábado (27), o governo de São Paulo realizou uma operação de fiscalização em locais utilizados para a prática de esportes radicais em áreas elevadas após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior paulista.
Policiais militares e Procon (Foto: Divulgação/Agência SP)
A ação ocorreu em 11 pontos do estado onde são realizadas atividades como rope jump e bungee jump. Entre os locais vistoriados estão áreas conhecidas de aventura em cidades como Mairiporã, Cubatão, Guarujá, Brotas, Campos do Jordão, Atibaia, Botucatu, Ibaté e também a capital paulista. Apesar da operação, nenhuma irregularidade que resultasse em apreensão foi registrada.
Durante a fiscalização, equipes da Polícia Militar, representantes de órgãos municipais e agentes do Procon-SP acompanharam atividades e orientaram praticantes e responsáveis pelos equipamentos. A força-tarefa teve como objetivo verificar se as empresas e organizadores seguiam as exigências de segurança e mantinham a regularidade necessária para oferecer os serviços.
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Morte e prisão
A jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após sofrer uma queda de aproximadamente 40 metros durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto.
Imagens registradas no momento do acidente mostram a participação de três instrutores na preparação do salto. Conforme relatos de pessoas que acompanhavam a atividade, a jovem teria sido lançada sem estar devidamente presa aos equipamentos de segurança, o que provocou a queda e assustou os presentes.
Maria Eduarda (Foto: reprodução)
Os três instrutores que aparecem nos vídeos: Maicon Fernandes Cintra, Luís Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves, foram detidos e respondem por homicídio com dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de causar a morte. A Justiça manteve a prisão dos envolvidos, convertendo a detenção em flagrante para preventiva.
Além deles, outras três pessoas ligadas à organização do evento, Evelyne dos Santos Gonçalves, João Antônio Pivetta da Silva e Gabriel Barros Martins, também foram presas temporariamente durante o andamento das investigações.
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SPU aponta possibilidade de demolição
Em uma reunião entre representantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e das administrações municipais de Limeira e Cordeirópolis, foi discutida a possibilidade de remoção da estrutura conhecida como Ponte do Esqueleto.
De acordo com a SPU, os gestores dos dois municípios demonstraram apoio à retirada da ponte e assumiram o compromisso de reforçar as barreiras de acesso já existentes na região, com o objetivo de impedir a circulação de pessoas no local.
A Prefeitura de Limeira informou que voltou a intensificar as ações para bloquear entradas irregulares na área e que pretende reabrir uma vala que havia sido escavada para dificultar o acesso, mas que acabou sendo fechada de forma não autorizada.
Segundo a administração municipal, as medidas estão sendo adotadas a pedido do governo federal, enquanto alternativas definitivas para a segurança e o futuro da estrutura seguem em análise.
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