InícioOpiniãoFlávio Bolsonaro é o testa de ferro de Eduardo e Paulo Figueiredo?

Flávio Bolsonaro é o testa de ferro de Eduardo e Paulo Figueiredo?

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Não durou muito tempo a fantasia política de que Flávio Bolsonaro poderia capitanear uma candidatura oposicionista moderada ao governo Lula. Como se dizia por aí? “O Bolsonaro vacinado”. Pudera. Flávio só conseguiu assumir tal condição por consequência da vitória política de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que sempre teve como prioridade, antes de vencer o PT, manter a hegemonia ideológica no campo da direita.

Eduardo, verdade seja dita, limpou o terreno, desmoralizando possíveis concorrentes para tornar a sucessão do pai um processo eminentemente hereditário. A direita tomada como Sesmaria da família. Tarcísio de Freitas, nome que agradava o Centrão, nacos importantes do antipetismo e a quase totalidade do mercado financeiro, foi preterido, ainda que a opção por ele fosse a mais óbvia do ponto de vista da construção de alianças e viabilidade eleitoral.

Que ainda tenha gente na direita apelando para que o pré-candidato do PL faça acenos de maneira a dialogar recuperando os apoios que vai perdendo, apenas evidencia como estes se perderam na mais pura ingenuidade política

Nas últimas duas semanas, o PL, partido hospedeiro do bolsonarismo, foi definitivamente implodido com a publicização da fritura de Michelle Bolsonaro, que, desde a unção de Flávio, vem sendo alvo de uma verdadeira purga política. A ex-primeira-dama tornou-se excessivamente influente construindo uma imagem forte junto ao público feminino de direita. Como nunca se sujeitou às diatribes dos enteados (principalmente de Eduardo e de Carlos Bolsonaro), fez questão de manter uma independência que, para estes, só podia ser classificada como intolerável.