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Eliminação precoce abre espaço para uma espécie de “faxina” na Seleção

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Redação Tribuna do Norte




21h20

O técnico italiano Carlo Ancelotti foi bastante questionado sobre a forma como o Brasil atuou e foi derrotado pela Noruega: 2 a 1| Foto: Rafael Ribeiro

O apito final do árbitro no MetLife Stadium, em Nova Jersey, não decretou apenas a eliminação brasileira na Copa do Mundo de 2026, mas selou o fim de uma era. Com a derrota por (2) a (1) para a Noruega — impulsionada por dois gols do atacante Erling Haaland —, a Seleção Brasileira confirmou a sua pior campanha em Mundiais desde 1990, igualando o fantasma de cair ainda nas oitavas de final.Mais do que a desclassificação pontual, o resultado escancara um longo processo de exaustão.

Com a confirmação de que o hexa só poderá vir em 2030, o Brasil completará (28) anos sem erguer a taça mais cobiçada do futebol, igualando o seu maior intervalo de espera (o período entre 1930 e 1958). Nos bastidores, a eliminação abre espaço para uma faxina tática, geracional e estrutural na Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O choro sentido do camisa (10) no gramado sintetizou o peso do momento. Ao converter um pênalti nos acréscimos, Neymar deu indícios claros de que encerra ali sua longeva e agridoce trajetória em Copas do Mundo.

O craque, que estreou pela Seleção principal exatamente naquele mesmo estádio em 2010, fechou o ciclo dando adeus aos Mundiais. A sua saída, somada ao provável adeus de outros veteranos da atual geração, obriga a comissão técnica a entregar o protagonismo definitivamente aos novos talentos, como Endrick e Vini Jr., que precisarão assumir a responsabilidade de liderar o escrete canarinho no próximo ciclo.

Apesar da desclassificação dolorosa e das críticas severas da imprensa internacional, a aposta da CBF no técnico Carlo Ancelotti continua sendo a base do planejamento de longo prazo. O treinador italiano, que teve seu contrato recentemente renovado até o Mundial de 2030, agora enfrenta o maior desafio de sua vitoriosa carreira: rejuvenescer o elenco e reencontrar a identidade perdida do futebol brasileiro.

Críticos apontam que o time demonstrou um pragmatismo defensivo incomum às nossas raízes, o que custou caro contra seleções europeias de alto nível — vale lembrar que o Brasil não vence um rival do continente europeu em fases de mata-mata desde a final de 2002.

O fracasso recente deixa uma lição clara: o talento individual, por si só, não basta no futebol moderno. O futuro da Seleção exigirá um projeto técnico sólido, foco em novos meias de criação e a superação do tabu em jogos decisivos. A renovação passa inevitavelmente por uma mudança de mentalidade tática e por mais consistência na gestão da entidade máxima do futebol nacional.

Enquanto a Noruega segue viva na busca pelo título no torneio da FIFA, o torcedor brasileiro precisará exercitar a paciência. O hexacampeonato deixou de ser uma mera formalidade histórica e tornou-se um projeto de reconstrução que exigirá trabalho árduo, disciplina e a coragem.

Dança das cadeiras

A Barca das Despedidas:
Neymar lidera a fila após declarar que “agora acabou” sua história na Seleção. Além dele, os laterais Danilo e Alex Sandro, o zagueiro Marquinhos e os volantes Casemiro (a caminho do Inter Miami) e Fabinho não farão parte do planejamento central para 2030. No gol, embora Alisson e Ederson continuem com prestígio, a comissão técnica sofre pressões para testar nomes mais jovens no setor.

Os Retornos de Peso:
Três atletas de elite que foram cortados da Copa de 2026 por lesão assumem o status de pilares da reconstrução: os atacantes Rodrygo e Estêvão, e o zagueiro Éder Militão. O atacante João Pedro (Chelsea), ausência polêmica na última lista, também é considerado nome certo no retorno.

A Nova Safra:
Jogadores formados recentemente no futebol brasileiro ganham espaço definitivo. É o caso de Vitor Reis (zagueiro), Lucas Beraldo (zagueiro), João Gomes (volante), Gabriel Sara (meia) e o jovem atacante Rayan.

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