Embalado na campanha à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lança novo Desenrola para quem está pagando as dívidas em dia. Toda política pública promove incentivos – certos e errados.
Ao baratear dívidas pagas em dia, o governo pode estimular novos empréstimos e criar a expectativa de futuros salvamentos. A outra questão é o quanto ele enfraquece a politica monetária executada pelo Banco Central.
Na economia, só existe um preço para o dinheiro – a taxa de juros básica definida pelo BC. Qualquer flexibilização ou desconto nesse valor, o custo do combate à inflação aumenta. Sem falar das contas públicas que ganham mais uma exceção à regra do arcabouço fiscal.
Para o ministro da Fazenda, essa realidade é “forçação de barra”.
A fatura das bondades lançadas por Lula para se reeleger caminha para ser maior do que a de Dilma Rousseff em 2014, que foi maior do que a de Jair Bolsonaro em 2022. E quem vai pagar essa conta não será o novo presidente, seremos todos nós.

