O porta-voz do comando militar do Irã, Ibrahim Al-Fiqar, prometeu nesta sexta-feira, 24, que o país matará um soldado dos Estados Unidos para cada iraniano morto na guerra.
“A partir de agora, para cada cidadão iraniano morto, um soldado americano vai ser morto. Preparamos passagens para o inferno para vocês”, escreveu Al-Fiqar em uma publicação no X (ex-Twitter).
Ao menos 3.600 iranianos foram mortos durante o conflito travado por ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro, segundo o Ministério da Saúde do país. Um bombardeio em uma escola infantil no primeiro dia da guerra, na cidade de Minab, deixou 156 civis mortos, incluindo 120 crianças.
Já do lado americano, 18 militares foram mortos e mais de 450 ficaram feridos desde o início do conflito. Na última sexta-feira, 17, mísseis iranianos atingiram a base aérea Muwaffaq Salti, na Jordânia, matando dois soldados e deixando uma desaparecida — agora considerada morta.
Escalada da guerra
A ameaça se dá em meio à escalada do conflito entre Washington e Teerã. O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) anunciou nesta sexta-feira o 13º dia consecutivo de ataques contra alvos no Irã.
No início da semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, aumentou o tom das ameaças ao regime iraniano e disse que Teerã vai pagar “muitas vezes mais” por todos os combatentes americanos que forem mortos no conflito.
“Cada vez que o Irã matar um soldado americano, pagará muitas vezes mais por esse assassinato!”, publicou Trump em sua plataforma Truth Social. “Esta ordem foi emitida ao secretário de Guerra, Pete Hegseth, ao chefe do Estado-Maior Conjunto, Daniel Caine, e a todos os líderes das Forças Armadas”, acrescentou.
Na quinta-feira, o ocupante do Salão Oval disse ao portal de notícias Axios que está considerando seriamente autorizar um “ataque massivo” maior do que qualquer outro já lançado contra o Irã.
“Estou considerando um ataque massivo. Maior do que qualquer outro antes. Estou perto de tomar uma decisão. Estamos prontos para isso”, afirmou o presidente americano à Axios, sem dar um prazo para sua decisão.

