Redação Tribuna do Norte
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16h24


A inclusão do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, como alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, repercutiu amplamente na imprensa internacional. Veículos globais destacam que o avanço das investigações sobre o chamado ‘Caso Master’ agora atinge o núcleo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, elevando a temperatura institucional e impactando o cenário para as eleições de outubro.
A agência Reuters classificou o episódio como uma “bola de neve” de corrupção, enfatizando a histórica relação de confiança entre Lula e Wagner. No mesmo tom, a Bloomberg relatou que aliados de peso, como o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do PT, Edinho Silva, saíram em defesa do senador, reconhecendo, contudo, a dificuldade de isolar o escândalo no campo da oposição após as novas revelações.
O caráter transpartidário da crise também foi pauta da rede Al Jazeera, que lembrou o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso. A emissora citou áudios revelados pelo Intercept Brasil em que o parlamentar pedia recursos a Daniel Vorcaro, dono do Master, para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro. Na Argentina, o jornal Clarín ressaltou que a proximidade do escândalo com o Palácio do Planalto ocorre em um momento sensível para o projeto de reeleição de Lula.
Nesta nona fase da operação, a Polícia Federal apura suspeitas de que Jaques Wagner teria recebido um imóvel de R$ 2,5 milhões e propinas que totalizam R$ 3,5 milhões, operadas por meio de uma empresa ligada a familiares. A Associated Press (AP) frisou que as investigações sobre as relações de Vorcaro têm atingido diversos atores políticos a poucos meses do pleito geral.
Em nota oficial, a assessoria de Jaques Wagner negou qualquer atuação em favor do Banco Master e afirmou que o senador está à disposição das autoridades. O parlamentar declarou acompanhar o processo com tranquilidade e manter plena confiança na condução das investigações.

