Rogerinho recebeu uma missão importante no chá revelação da família. O vira-lata pretinho deveria dar a primeira mordida em um bolo preparado especialmente para cães e revelar se o bebê que está a caminho seria menino ou menina.
O plano parecia simples, mas havia um detalhe que ninguém imaginava: Rogerinho é apaixonado por chantilly.
O cão, de 12 anos, e seu irmão Bambino, caramelo de 8 anos, já são velhos conhecidos dos internautas.
A dupla mora em São Paulo e soma mais de 1,8 milhão de seguidores no TikTok e cerca de 684 mil no Instagram.
Em maio deste ano, os tutores Carla e Matheus anunciaram que a família iria crescer. Na publicação, contaram que Rogerinho e Bambino haviam sido promovidos ao cargo de “guardiões de pancinha”.
Carla também revelou que enfrentou desafios nos primeiros meses da gestação, mas brincou que estava melhorando graças às “compressas de cachorros térmicos na região abdominal”.
O chá revelação
Para tornar o momento ainda mais especial, os tutores encomendaram um bolo produzido por uma confeitaria especializada em produtos para pets. A receita respeitava as restrições alimentares dos cães.
Por fora, o bolo tinha cobertura branca de chantilly apropriado para consumo animal. Por dentro, o recheio seria rosa ou azul.
Rogerinho daria a primeira mordida e revelaria a cor escondida no interior do bolo. Mas bastou o bolo ser colocado à sua frente para o plano mudar completamente.
Em vez de usar os dentes, Rogerinho começou a lamber cuidadosamente toda a cobertura.
“Botei meu chá revelação nas patas do Rogerinho, mas ele não entendeu o conceito. Ele tinha um único trabalho: chegar até o recheio do bolo. Só que eu não sabia que ele tinha hiperfoco em chantilly”, brincam os tutores no vídeo.
Enquanto a cobertura desaparecia aos poucos, Rogerinho permanecia completamente concentrado na tarefa.
“Rogerinho, você tem dentes também. Você poderia estar usando”, incentiva Carla.
Com os olhos bem abertos e totalmente focado no bolo, o cachorro continuava lambendo cada pedacinho da cobertura.
Depois de muito tempo esperando pelo resultado, a paciência da família já estava acabando.
“Juro. Aqui já tinha dado 13 minutos nessa.”
Percebendo que Rogerinho dificilmente chegaria ao recheio naquele ritmo, os tutores resolvem convocar reforços.
“É pra trazer o armamento pesado? Deus tenha misericórdia dessa nação”, brinca Matheus enquanto vai buscar Bambino.
Assim que a porta se abre, o caramelo corre até a sala e, ao contrário do companheiro, ele não perde tempo.
Com apenas duas mordidas generosas, o recheio rosa finalmente aparece.
Enquanto Carla e Matheus comemoram emocionados a notícia de que esperam uma menina, Bambino permanece completamente concentrado naquilo que considera mais importante: continuar comendo o bolo.
Nos comentários, os seguidores comemoraram com o casal e muitos também brincaram.
“Dizem que o Rogis tá lambendo o bolo até agora”, escreveu uma pessoa.
“Três dias úteis para saber o resultado”, brincou outra.
“Bambino é uma retroescavadeira”, resumiu um terceiro.
Cães podem comer chantilly?
Os cães são tão apaixonados por essa sobremesa que nos Estados Unidos se popularizou o chamado “pup cup”, um copo pequeno de chantilly oferecido por cafeterias e redes de fast food como um agrado para cães.
Mas será que os cães podem comer chantilly?
Embora muitos cachorros devorem o petisco em poucos segundos, os veterinários alertam que o consumo deve acontecer apenas de forma bastante ocasional.
O chantilly tradicional é preparado com creme de leite e açúcar.
Segundo a Englishtown Vet MD, pequenas quantidades costumam ser bem toleradas por muitos cães saudáveis, mas diversos animais apresentam intolerância à lactose.
Nesses casos, alimentos à base de leite podem provocar desconforto digestivo, gases, diarreia, vômitos e dor abdominal.
A orientação da Englishtown Vet MD é que, quando oferecido, o chantilly seja simples, sem adoçantes artificiais ou aromatizantes, em quantidade muito pequena e apenas para cães que não possuam sensibilidade alimentar conhecida.
A instituição também destaca que petiscos desse tipo jamais devem fazer parte da alimentação diária.
Eles devem permanecer como uma recompensa ocasional e, sempre que houver dúvidas sobre a dieta do animal, o mais indicado é conversar com o médico veterinário responsável.

