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Boca de urna no Peru indica vitória de filha de Fujimori com 50,7% dos votos

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A pesquisa de boca de urna publicada pelo Instituto Ipsos neste domingo, 7, aponta a vitória de Keiko Fujimori na eleição presidencial do Peru com 50,7% dos votos válidos contra Roberto Sánchez, tem 49,3% dos votos. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Devido à proximidade do resultado, o cenário é de empate técnico e os números oficiais podem levar até dias para serem divulgados.

O levantamento foi feito com base em 18 000 entrevistas realizadas em todo o território peruano, e a pesquisa publicada logo após o fechamento das urnas.

Como foi a eleição no Peru

Os peruanos foram às urnas para o segundo turno de uma conturbada eleição para escolher o próximo presidente do país. Será o nono presidente a assumir o comando do Peru em apenas dez anos, numa década marcada pela instabilidade política na região.

Em uma disputa apertada, os eleitores escolhem entre a candidata da direita Keiko Fujimori, a ex-congressista e filha do falecido ditador Alberto Fujimori, e o esquerdista Roberto Sánchez, que foi ministro do ex-presidente Pedro Castillo, deposto e preso acusado de tentativa de golpe em dezembro de 2022.

As pesquisas mais recentes mostram empates técnicos entre os dois, com uma pequena vantagem para Fujimori, que foi a primeira colocada no primeiro turno em abril, com 17,2% dos votos válidos, enquanto Sánchez tinha conquistado 12,0% dos votos válidos na primeira votação, cujos números foram confirmados um mês depois, em meio a uma apuração atabalhoada.

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O cenário indefinido dificulta fazer previsões, mas a probabilidade de Fujimori finalmente vencer uma eleição é vista por analistas como um reforço da guinada à direita que tem sido vista na América Latina em suas trocas de comandos mais recentes, e fortalecendo no continente a corrente do republicano Donald Trump, de volta à presidência dos Estados Unidos desde janeiro do ano passado.

O Peru se junta à Colômbia, que também escolhe seu presidente neste mês, como uma espécie de teste de até onde esta onda vai. O ultradireitista Abelardo de la Espriella, que saiu na liderança do primeiro turno da Colômbia na semana passada, com 43,7% dos votos, é por enquanto o favorito no país. O segundo turno colombiano será disputado com o senador de esquerda Ivan Cepeda, que teve 40,9% dos votos, e acontece em 21 de junho.

Chile, Argentina, Costa Rica e Equador foram outros latinos que colocaram líderes de direita na presidência em suas últimas eleições, além do próprio Trump, nos Estados Unidos, quando se olha para as Américas como um todo. Na Bolívia, as eleições de outubro passado colocaram fim em vinte anos de governos de esquerda no país – embora uma onda de protestos nos últimos dias já desafie o novo mandatário.

Numa demonstração da fragmentação por que passa o Peru, a primeira rodada da corrida presidencial teve 35 candidatos. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e seis foram depostos pelo parlamento peruano.

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