O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quebrou o silêncio nesta terça-feira, 2, sobre o encontro com o senador Flávio Bolsonaro (PL) na Casa Branca no final de maio. Em publicação na Truth Social, rede social da qual é dono, o republicano definiu Flávio como “um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil”. A postagem ocorre após os EUA concluírem uma investigação comercial e proporem novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

A reunião ocorreu na última quarta-feira, 27, no Salão Oval. Logo depois, Flávio divulgou uma foto ao lado de Trump nas redes sociais. Ele também postou uma imagem de uma medalha de honra que recebeu na ocasião. O senador disse ter pedido ao líder americano que classifique as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas — o que, de fato, aconteceu dias mais tarde.
Flávio afirmou que o convite para a visita partiu do governo Trump, por meio do secretário de Estado, Marco Rubio. O encontro, que não constava na agenda oficial de Trump, teria sido articulado pelo deputado cassado Eduardo Bolsonaro. A equipe do senador tentou agendar uma entrevista coletiva na Embaixada do Brasil nos Estados Unidos, mas não recebeu resposta.
A visita à Casa Branca foi realizada em um momento delicado para o senador, em plena campanha, após divulgação de um áudio no qual pede recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, para o filme Dark Horse, um longa-metragem sobre o pai. Há expectativa de que Flávio mantenha encontros com integrantes do segundo escalão do Departamento de Estado — o secretário Marco Rubio não estava em Washington, tendo viajado à Índia.
Em meio à informação de que os Estados Unidos planejam novas tarifas, Flávio tentou se desvincular da medida — apelidada de “Tariflávio” nas redes. “Sempre defendi as empresas brasileiras e, em qualquer oportunidade que tiver, vou continuar a defender nosso setor produtivo. Pedi expressamente ao presidente Trump para não taxar nossas empresas. Tarifa não é solução. Precisamos sentar de maneira séria na mesa de negociação, não com bravatas, como faz Lula”, declarou ele em vídeo.

