O advogado que representa Isabele, mãe da bebê Helena Rodrigues Almeida, Weryd Simões, criticou a condução inicial da investigação sobre a morte da criança.
Após a divulgação dos laudos da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), que não confirmaram a suspeita de violência sexual, a defesa apontou falhas e precipitação no caso.
Foto: Reprodução.
Inversão na ordem das investigações e prisões
Segundo o defensor, informações foram divulgadas antes da finalização dos exames, o que teria influenciado a opinião pública e provocado o julgamento antecipado da mãe e de outros envolvidos.
Na visão do advogado, houve uma inversão no processo, já que medidas restritivas foram tomadas antes da conclusão da apuração técnica.
“O que nos traz uma tristeza é que primeiro tinha que se investigar, depois punir. O que foi feito nesse caso concreto é que houve uma inversão da ordem: primeiro se puniu, primeiro se prendeu, primeiro devastou a vida dessas pessoas”, apontou.
O defensor ainda destacou o impacto do chamado “tribunal da internet” e afirmou que Isabele precisou deixar sua casa após receber ameaças e ser exposta publicamente antes do término das perícias.
“A sociedade tomou o lugar da polícia, do Ministério Público e da Justiça. Antes de qualquer juízo de valor, é preciso esperar que a autoridade competente faça o seu trabalho”, completou.
Investigações
Por fim, a defesa ressaltou que cabe à Polícia Civil, ao Ministério Público e ao Judiciário esclarecer a dinâmica da morte da bebê Helena e apontar eventuais responsáveis. O inquérito segue em andamento, com os laudos da Pefoce agora integrando oficialmente a investigação.
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