As mensagens enviadas pela Creche Luz do Brás ao pai de Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, mostram que a família foi informada apenas de que o menino havia “passado mal”, sem qualquer referência ao acidente que terminou em sua morte. A criança morreu nesta quarta-feira após ficar com a cabeça presa entre uma grade e uma parede da unidade, na região central de São Paulo. O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Segundo mensagens obtidas pelo Metrópoles, às 9h18 a creche informou: “Oie, bom dia. O Abdoulaye passou mal. Estamos levando ele para o hospital”. Em seguida, houve uma ligação de cerca de 30 segundos entre a instituição e o pai do bebê. Um minuto depois, uma nova mensagem indicava apenas o local para onde a criança havia sido levada: “UBS Mooca, UBS Mooca”. Às 9h38, o contato enviou um “Olá” e, às 9h44, perguntou: “Olá, vocês estão indo para a UBS?”, seguido de outra ligação.
Comunicação e investigação
De acordo com Erson de Oliveira, advogado da família, o conteúdo das mensagens levou os pais a acreditar que o filho apenas recebia atendimento médico e não refletia a gravidade da situação.

