Redação Tribuna do Norte
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08h04


A Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas) entregou 120 cestas básicas a famílias atingidas pelos alagamentos provocados pelas chuvas em Natal. A ação foi realizada na manhã desta quinta-feira (23), na Associação Mãos que Transformam (AMQT), no loteamento Santa Cecília, no bairro Pajuçara, e contemplou moradores da comunidade Cavaco Chinês.
Localizada em uma região de difícil acesso, a comunidade está entre as áreas mais prejudicadas pelo período chuvoso na capital. Em alguns trechos, a água permaneceu acumulada e chegou a invadir imóveis, dificultando a circulação dos moradores. Desde o início das chuvas, equipes da Semtas, em parceria com a Defesa Civil, realizam o mapeamento das famílias em situação de vulnerabilidade e identificam as principais necessidades emergenciais.
A secretária municipal do Trabalho e Assistência Social, Auricéa Xavier, ressaltou que a atuação integrada entre os órgãos municipais busca garantir uma resposta rápida às demandas apresentadas pela população.
“Por meio de suas secretarias, a Prefeitura está cada vez mais próxima da população, ouvindo suas necessidades e oferecendo respostas. Inicialmente, atuamos para atender às demandas mais urgentes e, paralelamente, planejamos ações estruturantes que contribuam para solucionar os problemas causados pelos alagamentos e pelo transbordamento das lagoas”, afirmou.
O atendimento às famílias foi organizado pelo Serviço de Proteção em Situação de Calamidade Pública e Emergências da Semtas. De acordo com o coordenador do serviço, Stenio Oliveira, a definição dos beneficiários contou com o apoio de uma liderança comunitária, que auxiliou as equipes na identificação das famílias mais afetadas.
“Procuramos uma liderança comunitária que tivesse conhecimento do real cenário das famílias atingidas e um local o mais próximo possível da área alagada, mas que estivesse fora da área de risco. Encontramos o espaço da Associação Mãos que Transformam e, como a equipe já conhecia o território, foi possível realizar o levantamento das famílias que mais necessitavam desse atendimento”, explicou.
Além do auxílio emergencial com alimentos, moradores que tiveram os imóveis interditados poderão solicitar o benefício do aluguel social. O pedido poderá ser feito junto à equipe do Serviço de Proteção em Situação de Calamidade Pública e Emergências da Semtas após a emissão dos autos de interdição.
Com o encerramento da etapa emergencial, o atendimento às famílias deverá continuar por meio do acompanhamento socioassistencial oferecido pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e pelos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) da região.
A fundadora e presidente da Associação Mãos que Transformam, Maria Girleyde, destacou a importância da parceria com o poder público para ampliar o suporte oferecido aos moradores. Segundo ela, a entidade atua na comunidade desde 2010 e, até então, não havia conseguido promover uma mobilização de alcance semelhante diante de situações de alagamento.
“A parceria com a Semtas foi essencial porque, além do auxílio com a alimentação, contamos com o apoio da Defesa Civil, que avaliou as condições de segurança das famílias. Para nós, essa assistência foi fundamental”, disse.
Para a moradora Anailma Santana, o recebimento da cesta básica representa um alívio diante das dificuldades provocadas pelos alagamentos. Segundo ela, o benefício também evita a necessidade de sair de casa para fazer compras em meio à água acumulada.
“Receber esta cesta básica ajuda muito, porque evita que eu precise me deslocar no meio da água contaminada para ir até um supermercado. O atendimento prestado pela Semtas foi ótimo e sou muito grata por esse apoio”, afirmou.
A Semtas informou que continuará acompanhando as famílias afetadas pelas chuvas. As equipes permanecem em atuação conjunta com a Defesa Civil para monitorar áreas consideradas de risco, identificar novos casos de vulnerabilidade e encaminhar as demandas de assistência à população.

