Redação Tribuna do Norte
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18h45


O governo dos Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (23), a aplicação de tarifas de até 12,5% em importações, contra o Brasil e outros 59 parceiros comerciais, sob a alegação de combate ao uso de trabalho forçado na produção de bens. A alíquota entra em vigor à 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington.
Somada a alíquota colocada sobre produtos brasileiros desde a quarta-feira (22), a nova tarifa faz com que parte dos produtos possam passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.
Segundo o governo americano, países que adotaram medidas para proibir a prática estarão sujeitos a sofrerem taxações de até 10%. Já aqueles que não tomarem as mesmas medidas pagarão 12,5%.
Como motivação, os Estados Unidos usam uma apuração baseada na Seção 301 da Lei de Comércio do país. No entendimento do governo, os países taxados falharam ao não proibir ou fiscalizar a entrada de mercadorias feitas sob trabalho forçado. O país aponta que isso “prejudica ou restringe o comércio dos EUA”.
Ainda assim, os EUA listaram excessões entre os produtos que serão taxados. Na lista, estão presentes:
- matérias-primas cuja taxação possa provocar escassez no mercado americano;
- produtos que possam causar impactos econômicos amplos caso sejam tributados;
- itens que não possam ser produzidos ou cultivados em quantidade suficiente nos EUA nem obtidos de outros fornecedores;
- produtos cuja isenção possa incentivar outros países a adotar medidas para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado; e
- produtos para os quais a tarifa adicional não contribuiria de forma significativa para combater as práticas investigadas pelos Estados Unidos.

