Redação Tribuna do Norte
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Em nova carta, o advogado, professor de Direito Gurgel, ex-presidente da OAB-RN Adilson Gurgel, cristão e humanista, o maior estudioso da Doutrina Social da Igreja no Estado, volta a cobrar o debate dos temas indispensáveis à campanha eleitoral que vai eleger o novo governador, senadores, deputados federais e estaduais. (VS)
Caro amigo Serejo,
Na Cena V, do Ato II, de Hamlet, ele está literalmente se fazendo de doido. Ele está lendo um livro, quando Polônio, pai de Ofélia, entra e procura entabular um diálogo. A certa altura ele pergunta: O que você está lendo? A resposta é famosa: Palavras, palavras, palavras.
Frente a “entusiástica” campanha para governador e parafraseando o que escreveu o Bardo Inglês, ao perguntarmos como vai a campanha, quais as propostas, a resposta é lastimável: Nomes, nomes, nomes.
Pois é: passados dois meses da carta que lhe enviei em abril, continuamos a ver que nenhum candidato parece estar se lixando para o Estado. Ou seja: tudo continua como na famosa expressão latina flatus voice (em bom português: papo furado). Por exemplo:
- Como vai administrar a grandiosa dívida pública, em sua maioria gerada por um dos pré-candidatos? Aliás, se ele nada resolveu quando estava no Governo, como acha que vai resolver em sendo governador?
- Vai processar a apropriação indébita dos consignados feita pela governadora?
- O pretende fazer para melhorar a educação em nosso Estado, ranqueada a pior do Brasil! Enquanto o nosso vizinho Ceará tem a melhor educação do Brasil! Acho que até por osmose poderíamos melhorar o quadro.
- Quais os planos para melhorar a prestação dos serviços de saúde?
- Alguma proposta de recuperação do fundo previdenciário afanado por dois governadores, com o aval da Assembleia Legislativa?
- E a segurança? O que fazer?
- Como fazer para o Estado ao menos se aproximar do desenvolvimento dos nossos vizinhos CE e PB?
- E o secretariado: competência ou emprego para políticos que perderam a eleição?
- E quais os planos para atuar em conjunto com a AL pelo bem do Estado?
- E como será o pretendido apoio das nossas bancadas na Câmara dos Deputados e o Senado da República?
- Enfim, precisamos de um governador minimamente estadista, que cuide do bem comum dos potiguares.
Mas, até agora, nada!
Por oportuno (e como já lancei o primeiro volume dos meus humildes comentários à Doutrina Social da Igreja), mostro novamente agora que desde 1891, com a encíclica Rerum Novarum, o Papa Leão XIII já apresentou um verdadeiro programa ético-político de governo, no item 20 do documento:
Item 20 – Origem da prosperidade nacional
O que torna uma nação próspera, são:
- Os costumes puros,
- As famílias fundadas sobre bases de ordem e de moralidade,
- A prática da religião e o respeito da justiça,
- Uma imposição moderada e uma repartição equitativa dos encargos públicos,
- O progresso da indústria e do comércio,
- Uma agricultura florescente e outros elementos, se os há, do mesmo gênero:
- Todas as coisas que se não podem aperfeiçoar, sem subir outro tanto a vida e a felicidade dos cidadãos.
Com o fraternal abraço de Adilson Gurgel
PALCO
LUTA – Palavra de um observador da luta política há décadas: ninguém lidera a campanha até agora. Será uma luta disputada voto a voto e o único campo de luta será a telinha da televisão”.
SERÁ – Da série perguntar não ofende: os quase R$ 15 milhões gastos com cachês de artistas no São João não dariam para alugar tratores para a desobstrução das lagoas? Ou seria pouco?
QUINTA – “A Difusão Mundial da Musicalidade Brasileira: a conexão Geográfica”, é o tema da Quinta Cultural de amanhã, no Instituto Histórico, 17h, do professor Alessandro Dozena.
CENÁRIO – Outra reclamação: no trecho final da Av. Antônio Basílio, em Morro Branco, há dois carros abandonados e o gigantesco container ocupando grande parte do canteiro central.
CAMARIM
GUERRA – Por trás do lado festivo dos atos públicos que realçam e festejam as alianças, há uma guerra surda: a busca de reunir o maior número possível de partidos. E há um objetivo de ordem prática: o tempo de tevê. O grande campo de luta e onde é travado a guerra pelo voto.
CONFISSÕES – Hoje, a partir das 16h, na Assembleia, Marcelo Navarro autografa dois novos livros: “Admissibilidade e Valoração Probatória da Confissão no Direito Penal e “A Confissão na Literatura’, com um elogio nacionalmente consagrador da escritora Cora Rónai.
CASCUDO – O jornalista, crítico literário e escritor Mário Hélio, hoje um grande estudioso de Gilberto Freyre, é quem assina a reportagem “O melhor do Brasil é Câmara Cascudo’, na edição da revista ‘Continente’. Com as belas fotografias que mostram o Instituto Ludovicus.
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