
Ler Resumo
O presidente do Chile, José Antonio Kast, decretou, nesta segunda-feira, 20, “estado de catástrofe” depois de um temporal deixar mais de 100 mil pessoas isoladas no país. A declaração veio após uma tempestade na noite de domingo, na região de Coquimbo e na província de Huasco, no Atacama. Nessas localidades, o volume de chuva em uma hora foi equivalente ao esperado para um mês.
Segundo autoridades, o número de mortos subiu para cinco nesta segunda e pelo menos quatro pessoas continuam desaparecidas.
Os ventos fortes e tempestades já atingiram dez das 16 regiões do país. Mais de 215 mil pessoas sofreram cortes de energia na noite de domingo, sendo 100 mil só em Valparaíso e quase 30 mil em Coquimbo. O Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres (Senapred) confirmou a suspensão das aulas em todo o sistema educacional dessas duas regiões, bem como em áreas específicas do Atacama e da Região Metropolitana de Santiago.
“Em virtude das intensas chuvas das últimas horas e da complexificação da operação dos serviços básicos, instruí decretar estado de exceção constitucional de catástrofe por calamidade pública em toda a região de Coquimbo e na província de Huasco em Atacama. Todos os recursos materiais e econômicos estão disponíveis para enfrentar esta emergência”, disse Kast em publicação nas redes sociais.
Segundo a Direção Meteorológica do Chile (DMC), a frente de tempestade que atinge o país é a maior registrada nos últimos anos, não só pela sua intensidade, mas também pela sua extensão geográfica. Ela chegou junto com o fenômeno “El Niño” após um outono bastante seco em grande parte do país.
Nas últimas horas, a tempestade foi do sul para o norte do país, o que causou inundações, bloqueio de estradas e interrupções no fornecimento de energia elétrica e água potável. Diversas cidades foram evacuadas e alguns moradores permanecem completamente isolados.

