Um detalhe inusitado tirou o instrutor João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, conhecido como Alemão, da lista de suspeitos no caso Maria Eduarda. A jovem de 21 anos morreu ao ser arremessada sem cordas em um salto de rope jump de 30 metros, na Ponte do Esqueleto, no último dia 13 de junho.
A Polícia Civil investigava João Antônio por possível envolvimento no sumiço da câmera que gravava o momento do acidente, considerada peça-chave para esclarecer o que realmente aconteceu. O equipamento estava preso ao braço da vítima e desapareceu após o salto fatal.
Ponte do Esqueleto
Diferença física descarta envolvimento de instrutor
Um ponto crucial mudou os rumos da apuração: testemunhas relataram que a pessoa que retirou a câmera tinha cabelo escuro, enquanto o instrutor possui fios loiros claros. Com isso, as suspeitas de ocultação de provas agora recaem sobre os membros da equipe Gabriel Barros Martins e Kauê Felipe Silva Silveira, que estavam de uniforme e têm cabelo escuro, segundo o inquérito divulgado nesta quinta-feira.
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João Antônio está preso desde 20 de junho, mas a polícia já pediu a revogação da prisão temporária. Tanto ele quanto seus advogados negaram qualquer participação no desaparecimento da câmera. Em nota, a defesa por meio dos advogados Vitor Aurélio e Ana Flávia de Almeida Foguel, lamentou a detenção, destacando que “nunca houve qualquer indício de que ele teria desaparecido com referido objeto” e defendendo sua inocência, além de pedir indenização pelo período em que ficou preso.
“A Defesa lamenta o julgamento antecipado que João sofreu e o tempo que permaneceu em cárcere de forma ilegal, especialmente porque nunca houve qualquer indício de que ele teria desaparecido com referido objeto. Desde o início da segregação, esta se mostrou ilegal e desnecessária, sendo apontados todos os vícios pelos advogados subscritores. Apesar das graves e irreparáveis consequências pessoais que isso gerou em sua vida pessoal, restou comprovado que ele não praticou qualquer crime, devendo, inclusive, ser indenizado pelo período em que permaneceu, indevidamente, preso”, disse em nota enviada ao Bacci Notícias.
Suspeita de mandante
O documento policial ainda cita que a organizadora do evento, Evelyne dos Santos Gonçalves, teria sido a mandante para que alguém sumisse com a câmera. Menurut depoimento de Luís Gustavo de Oliveira, Evelyne demonstrou preocupação e pediu insistentemente que buscassem a câmera para apagar o vídeo, mas ele se recusou para priorizar o socorro à vítima.
João Antônio também afirmou, em depoimento, ter ouvido de uma pessoa não identificada que Evelyne pediu a um integrante da equipe para pegar o equipamento. A organizadora foi indiciada por homicídio qualificado e fraude processual.
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